terça-feira, 31 de dezembro de 2013

CORRUPÇÃO – Ano novo, velhos vícios


MURAL – Queixas & Denúncias


LEIDILUCI – A lição de ousar lutar, ousar vencer

Leidiluci: drama ilustra sucateamento da saúde pública.

        Para além dos tradicionais votos de paz, saúde, sucesso e prosperidade, trocados a cada virada de ano, nos despedimos de 2013, sob a perspectiva dos desafios que nos aguardam em 2014, usufruindo de uma lição capaz de nos dar a força necessária para transformar sonhos em realidade. A lição é basilar – ousar lutar, ousar vencer – e nos é generosamente oferecida por Leidiluci Ferreira Brito, a jovem de 29 anos, que em julho deste ano descobriu estar com leucemia e cujo tratamento no Hospital Ophir Loyola foi interrompido devido a falta de um medicamento vital.
        Ao compartilhar seu drama com todos nós, Leidiluci nem de longe sugere comiseração. Ela luta bravamente pela vida, mas luta sobretudo por um direito que é seu e de todos aqueles que também enfrentam os percalços derivados do desmazelo dos inquilinos do poder em relação à saúde pública. Trata-se de um exemplo de dignidade e, ao mesmo tempo, de comovente generosidade. A leucemia que ameaça abreviar sua vida, em um risco potencializado pelo criminoso sucateamento da saúde pública no Pará, não foi capaz de minar a determinação de Leidiluci em lutar pelo inalienável direito à vida, que se estende a todos nós, em geral, e em particular a todos aqueles que, como ela, amargam dramas semelhantes.
        O destemor e a generosidade da jovem paciente nos conduzem, fatalmente, à lição legada pelo poeta, capaz de blindar-nos contra as indignidades cotidianas, perpetradas a pretexto de um pragmatismo que passa ao largo de princípios éticos:

        “Cumpri contra o destino o meu dever.
        “Inutilmente? Não, porque o cumpri.


LEIDILUCI – Jovem tem página no Facebook

        Eu apóio a Leidiluci (https://www.facebook.com/euaapoioaLeidiluci?fref=ts). Esta é a página no Facebook de Leidiluci Ferreira Brito, a jovem de 29 anos, que trava uma luta desigual contra a leucemia, por falta de uma medicação vital para seu tratamento, no Hospital Ophir Loyola. Um drama que evidencia a ignomniosa indiferença da administração do governador Simão Jatene (PSDB), cujos problemas cardíacos são tratados nos centros de excelências localizados em São Paulo, cuja conta tem como destinatários todos nós, contribuintes. Aí incluídos aqueles que, tal qual Leidiluci, são privados das alternativas usufruídas pelo governador, cujo apelido dispensa maiores apresentações – Simão Preguiça.

        A página de Leidiluci, no Facebook, nos permite acompanhar cotidianamente a comovente luta pela vida e pelos direitos inalienáveis da jovem pacientes.

LEIDILUCI – Um comovente relato

        Segue abaixo, na íntegra, o mais recente relato de Leidiluci Ferreira Brito sobre seu drama, e de outros pacientes na mesma situação. O texto foi enviado ao Blog do Barata, com o pedido de publicação, pela jovem paciente, que aproveitou para divulgar sua página no Facebook - Eu apóio a Leidiluci (https://www.facebook.com/euaapoioaLeidiluci?fref=ts).

        “Olá, amigos!

        “Como é do conhecimento de vocês que estão acompanhando a minha luta conta a leucemia e me apoiando, desde já agradeço, estou lutando pelos meus direitos, ou melhor, pela minha vida. E, é claro, que estou nessa batalha não só por mim, mas por todos aqueles que estão passando por situações parecidas ou até mais graves que a minha e que não têm oportunidade de exigir seus direitos, que são garantidos pela Constituição.
        “A saúde é um direito universal para todos os cidadãos e é obrigação de nossas autoridades públicas garanti-las com qualidade e eficiência. Caso esses direitos não sejam respeitados, seja qual for o setor, devemos tomar a iniciativa de cobrar as justificativas de tal prejuízo.
        “Levando em consideração a falta de medicamento no Hospital Ophir Loyola, por um longo e difícil período que esperei, e até a presente data espero, para dar continuidade às sessões de quimioterapia, com a ajuda de um amigo, Ivan Costa, solicitei junto a Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Pará– Sespa, informações referentes os motivos que levaram à falta dos medicamentos nos estoques públicos, assim como informar quais soluções serão tomadas para ajustar a grave falta dos mesmos para os cidadãos que necessitam recebê-los, por direito.
        “Ressalto, que tal solicitação deverá ser respondida pela SESPA no prazo máximo de 20 (vinte) dias a conta do dia corrente, 30/12/2013. Solicito que vocês acompanhem comigo essa contagem regressiva para o recebimento da informação requerida.
        “Vocês podem acompanhar essa situação na página do Facebook Eu apóio a Leidiluci.
        “Obrigada pelo apoio de todos. Fé sempre!
        “Segue imagem do documento.

        “Leidiluci Ferreira Brito


sábado, 28 de dezembro de 2013

PARÁ – A escalada da criminalidade


MURAL – Queixas & Denúncias


HOL – Ignomínia com as digitais da tucanalha

Leidiluci: à mercê da inépcia da tucanalha.

        Ignominiosa. Repulsivamente ignominiosa.
        Não encontro definição mais adequada para descrever o caráter dos comentários anônimos, repletos de balelas, questionando a eficácia do Vesanóid (ATRA), vital para o tratamento de pacientes com leucemia e em falta, desde julho deste ano, no HOL, o Hospital Ophir Loyola. O hospital, convém acentuar, é historicamente citado como referência no tratamento de câncer no Pará e seu sucateamento permite entrever a situação da saúde pública no Estado.

        As precárias condições de funcionamento do HOL foram escancaradas na esteira do drama de Leidiluci Ferreira Brito, uma jovem de 29 anos, que em julho deste ano descobriu estar com leucemia e cujo tratamento no Hospital Ophir Loyola foi interrompido devido a falta de um medicamento vital - justamente o Vesanóid (ATRA). De tão grave que é a situação, foi inevitável que o drama de Leidiluci acabasse por esfarinhar a imagem de administrador supostamente responsável do governador Simão Jatene (PSDB). Uma imagem vendida pela propaganda enganosa, bancada via a pilhagem ao erário, em detrimento de demandas mais relevantes.

HOL – Um ardil recorrente

Simão Jatene: inépcia escancarada diante do drama de Leidiluci.

        Exatamente porque a denúncia sobre o drama de Leidiluci Ferreira Brito esfarinha a prestidigitação político-eleitoral de Simão Jatene - não por acaso apelidado de Simão Preguiça, devido sua notória indolência -, explica-se a torpe tentativa de confundir a opinião pública e desqualificar a revelação feita pelo Blog do Barata. Trata-se de um ardil do qual costumeiramente se vale a tucanalha, a banda podre do PSDB no Pará, para tentar intimidar seus adversários e/ou críticos.

        Convém não esquecer que em 2009, quando se desenrolavam as articulações políticas mirando na sucessão estadual de 2010, o ex-deputado federal Vic Pires Franco, então no comando do DEM no Pará e que na época mantinha um blog, flagrou o publicitário Orly Bezerra, o marketeiro-mor da tucanalha e assemelhados, passando-se por anônimo, para investir contra a honra pessoal do ex-parlamentar e da mulher deste, a ex-vice-governadora Valéria Vinagre Pires Franco. A revelação de Vic Pires Franco soou tanto mais chocante porque Orly Bezerra foi o marketeiro de Valéria na sucessão municipal de 2008, quando a ex-vice-governadora saiu candidata a prefeito de Belém pelo DEM, com o ostensivo apoio das Organizações Romulo Maiorana e tendo como candidato a vice-prefeito Paulo Chaves, o indefectível secretário estadual de Cultura nos governos do PSDB. Apesar de ostentar a mais cara campanha eleitoral, Valéria teve um desempenho eleitoral pífio, acabando em quarto lugar, enquanto Paulo Chaves agregava apenas as despesas com o confortável carro, com motorista, que exigiu, no qual desfilava exibindo a empáfia própria de tiranete de província, sua mais recôndita vocação. Seja como for, Vic Pires Franco - com a autoridade de quem tinha acesso privilegiado aos bastidores da tucanalha -  sublinhou, em sua denúncia, que é impossível dissociar Orly Bezerra de Simão Jatene, o Simão Preguiça. "O Orly não faz nada sem que o Jatene não saiba", reforçou na ocasião o ex-parlamentar do DEM, trazendo o governador tucano para o cenário da sórdida baixaria. "O próprio Orly faz questão de dizer e de deixar bem claro isso. Sempre!", fulminou, na ocasião, Vic Pires Franco.

             Segundo a versão corrente, na ocasião, ressentimentos insepultos, debitados ao estilo impetuoso de Vic, acabaram por fazer a tucanalha alijar o casal Pires Franco dos seus planos eleitorais para 2010. O vexatório desempenho de Valéria Vinagre Pires Franco, na sucessão municipal  de 2008, esvaziou o cacife eleitoral de Vic, marido e tutor político  da ex-vice-governadora. Esse cenário explica o porquê da vil investida de Orly Bezerra contra Valéria e Vic Pires Franco. Algo tão repulsivo que soa absolutamente inimaginável não ter o aval de Simão Jatene, o Simão Preguiça.

HOL – O precedente da baixaria

Orly (à esq., com Dudu, o nefasto): mestre no marketing da baixaria.

        Rastreando a origem dos torpes comentários, Vic Pires Franco chegou ao IP de número 200.183.82.2, a identidade do micro cuja localização era a sede da Griffo Comunicação e Jornalismo Ltda, de propriedade do publicitário Orly Bezerra. O mesmo IP, de número 200.183.82.2, correspondia ao micro do qual valeu-se Orly Bezerra para, identificando-se como autor do comentário, exaltar as virtudes do saudoso Raimundo José Pinto, um dos mais talentosos jornalistas da sua geração, então às voltas com um câncer devastador, ao qual não resistiu.
        Como anônimo, Orly Bezerra, do mesmo micro com o IP de número 200.183.82.2, conforme escancarou Vic Pires Franco, disparou a sórdida baixaria, na forma de comentário, no blog do ex-parlamentar:


        Quando a tua mulherzinha era vice-governadora não dispensava um segurança, principalmente os bonitões que iam com ela e também contigo para todo lugar, desde os passeios mais absurdos até acompanhar a santa no Círio. Tu pensas que a gente não ficava de olho nos marmanjos, agora vem aqui querer ser moralista e cobrar uma atitude da governadora, quando todos sabemos que não és bom exemplo pra nada, pois não tens moral para isso.

             Mais sórdido, impossível. E ilustrativo da ausência de pudores éticos da tucanalha, cuja austeridade, como se constata, não ultrapassa os limites dos palanques eleitorais.

HOL – Versão não resiste a uma auditoria

        A versão vendida nos dois comentários anônimos, sobre o drama de Leidiluci Ferreira Brito,  não resiste a uma auditoria. Segundo fonte fidedigna, as compras dos quimioterápicos são feitas a partir de protocolos solicitados pelos quimioterapeutas da equipe, “que só prescrevem para o paciente se creem ter efeitos”. “Só é comprado o que tem registro na Anvisa, e isso ocorre também na radioterapia”, enfatiza a fonte ouvida pelo Blog do Barata.

        Pelas próprias implicações legais, porque seria crime, a hipótese de utilizarem pacientes como cobaias soa estapafúrdia, sublinha outra fonte ouvida pelo Blog do Barata. “Será que alguém tem coragem de fazer experiência com drogas no Hospital Ophir Loyola?”, questiona a mesma fonte. “Em tese, pode até ser de interesse dos laboratórios, mas é crime”, salienta a fonte do blog, para então arrematar com um palpite: “Duvido muito, porque é arriscado.”

HOL – As balelas “da hora”

        No primeiro dos comentários anônimos, a pena de aluguel a serviço da tucanalha investe levianamente contra a eficácia do próprio remédio que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para Leidiluci Ferreira Brito e outros pacientes com leucemia internados no HOL:

        “Há um importante detalhe na compra deste medicamento quimioterápico. O ATRA não tem segurança de seus efeitos; é um medicamento em fase experimental e não tem o aval da Anvisa. Nem do FDA americano. Ao pé da letra, seria um ato médico indigno a sua prescrição, pois não são seguros os resultados, podendo até trazer prejuízo aos pacientes”, trombeteia o comentário. “Pela regra da Lei 8666/93 não podia nem ser licitado. Como ato terapêutico, é antiética a sua prescrição fora dos estudos de controle”, acrescenta.

        Em um segundo comentário, a pena de aluguel, a serviço da tucanalha, não poupa sequer os médicos do HOL, vislumbrando motivações escusas na prescrição do remédio do qual depende Leidiluci Ferreira Brito:

        Anônimo das 16:30, embora tenha votado no Jatene, não o farei novamente, acho que e um governo fraco”, acentua o autor oculto da balela. “Sou médico e no nosso meio comenta-se muito os problemas desses quimioterápicos ‘experimentais’. Pela proibição de licitação muitos oncologistas clínicos prescrevem e induzem seus pacientes a processar o Estado para que comprem a medicação. Alguns tratamentos beiram 50 mil reais por mês, dos quais em média 20% entra como jabá pro prescritor!”, dispara. “Logo convém usar essas drogas experimentais com esse viés. Fazem isso até para pacientes que notadamente estão fora de Possibilidade Terapêutica (vão morrer do mesmo jeito)”, prossegue, com uma estratégica ressalva: “Não estou dizendo que é o caso da Leidicluce, apenas que acontece com muito mais frequência que se imagina”, assinala o autor oculto do comentário, para então concluir: “E isso é impossível de coibir.”

        As balelas esgrimidas mereceram um enfático desmentido de outro anônimo: Anônimo das 11:00, a medicação está autorizada pela Anvisa desde julho. Atualize-se.”


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

BENEVIDES – Greve penaliza usuário carente


        O que falta para o prefeito de Benevides, Ronie Silva (PMDB), intervir no imbróglio, para resguardar o mínimo de direitos dos usuários carentes, diante da greve dos motoristas e cobradores da linha de ônibus Benfica-Murini? A paralisação foi deflagrada na última segunda-feira, 23, por motoristas e cobradores, em protesto diante do atraso no pagamento dos seus salários, que já chega há seis meses, segundo denúncia feita ao Blog do Barata. Ao deflagrarem a paralisação, motoristas e cobradores teriam partilhado a renda do dia entre si, para aplacar as vicissitudes impostas pela empresa que detém a concessão da linha, o que serviu de álibi para o patronato tentar criminalizar a paralisação, ao registrar queixa na polícia, a pretexto de que teria sido vítima de apropriação indébita.

        Como Benevides abriga um expressivo contingente de usuários de ônibus que residem no município, mas trabalham em Belém, quem depende da linha Benfica-Murini está sendo obrigado a recorrer ao transporte clandestino, feito por vans, carentes de conforto e segurança, até porque trafegam superlotadas. “A situação é absurda, mas o prefeito faz cara de paisagem, talvez porque as empresas de transportes coletivos costumem ser pródigas em doações a candidatos, em época de eleições”, desabafa uma mãe de família, que reside em Benevides, mas ganha a vida como diarista, trabalhando em Belém.

LINHA DE TIRO – Programa é a atração do dia

Carlos Mendes: pautando temas evitados pela grande imprensa.

        A guerrilha do Araguaia será o tema do “Linha de Tiro”, o programa comandado pelo jornalista Carlos Mendes, gerado via internet e que vai ao ar nesta sexta-feira, 27, a partir das 8 horas da noite. Ideia lançada pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, o “Linha de Tiro”, conforme Mendes, será gerado com imagens em HD, diretamente do estúdio da Fundação Metrópole, mantenedora da rádio Sintonia FM na web, ex-Tabajara FM. Os internautas podem participar em tempo real, com perguntas e comentários, que poderão ser enviados para o endereço fundacaometropole@gmail.com , acrescenta Mendes.


        “Para acompanhar o programa e com ele interagir, o internauta digita o endereço www.fmsintonia.com.br e do lado direito da página eletrônica clica em ‘vídeo da semana’. Lá estará o programa, com assuntos polêmicos e notícias exclusivas, que você não lê em outros veículos da grande mídia do Pará”, esclarece Carlos Mendes.

LINHA DE TIRO – Mendes antecipa novidades

        Por e-mail, o jornalista Carlos Mendes antecipa as novidades do programa “Linha de Tiro", que vai ao ar nesta sexta-feira, 27, via internet, a partir das 8 horas da noite.

        “Prezado Augusto Barata,

        “Peço a atenção do amigo e o prestígio de sua audiência para o programa ‘Linha de Tiro’ desta sexta-feira, 27, que começa às 8 da noite, ao vivo, pela internet. O programa vai tratar da guerrilha do Araguaia. Ideia lançada pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, o ‘Linha de Tiro’ será gerado com imagens em HD diretamente do estúdio da Fundação Metrópole, mantenedora da rádio Sintonia FM na web, ex-Tabajara FM. Os internautas podem participar em tempo real, com perguntas e comentários, que poderão ser enviados para o endereço fundacaometropole@gmail.com

        “Para acompanhar o programa e com ele interagir, o internauta digita o endereço www.fmsintonia.com.br e do lado direito da página eletrônica clica em ‘vídeo da semana’. Lá estará o programa, com assuntos polêmicos e notícias exclusivas, que você não lê em outros veículos da grande mídia do Pará.

        “No estúdio, para o debate, estarão o pesquisador Paulo Fontelles Filho, que há anos se dedica à busca dos corpos dos guerrilheiros mortos pelos militares nas matas do sul do Pará - onde ocorreu a guerrilha -, além do cientista político e professor de História da UFPA, Elson Monteiro.

        “Um vídeo com depoimentos de camponeses que foram torturados pelos militares e um áudio com o general Álvaro Pinheiro à Comissão da Verdade serão exibidos durante o debate. Premiado com reportagem sobre a participação dos índios suruís na guerrilha, outro entrevistado é o jornalista Ismael Machado.

        “A Sintonia também estará retransmitindo o programa.

        “Desejo ao amigo muita saúde, paz e um Feliz 2014


        “Carlos Mendes

TRANSPARÊNCIA – Um desafio


MURAL – Queixas & Denúncias


HOL – O cinismo afrontoso de Jatene


Jatene, em charge, e Leidiluci: situação dramática. 

        Nunca Simão Jatene foi tão Simão Jatene quanto no drama de Leidiluci Ferreira Brito, uma jovem de 29 anos, que em julho deste ano descobriu estar com leucemia e cujo tratamento no HOL, o Hospital Ophir Loyola, foi interrompido devido a falta - desde julho deste ano - de um medicamento vital para o seu tratamento, o Vesanóid (ATRA). Provocado pela própria Leidiluci, o governador Simão Jatene (PSDB) leva ao paroxismo o cinismo que lhe é próprio, ao tratar o drama da jovem paciente como se fosse pontual, singular, e simular uma suposta indignação, conforme se pode constatar na página que mantém no Facebook, valendo-se de penas de aluguel e cujo endereço eletrônico segue abaixo:


        O que emerge, da versão oferecida por Jatene no Facebook, é um governador inepto, que mandou às favas os escrúpulos, como é próprio dos tiranetes de província, e mente compulsivamente, inclusive ao alegar “carências históricas” para justificar o desdém da tucanalha, a banda podre do PSDB, pela vida alheia. “Leidi, assim que fui informado sobre o seu caso, ontem, mandei que providências urgentes fossem tomadas e que lhe fosse comunicado imediatamente. Posteriormente, soube pelo doutor Arthur Lobo que ele mesmo havia entrado em contato com a senhora, para lhe explicar os procedimentos adotados, uma vez que, segundo a área técnica, o medicamento estava em falta em Belém, e tinha sido feita uma aquisição emergencial em São Paulo, com previsão de chegada na próxima sexta-feira”, encena Jatene, via prepostos, em seu repulsivo mis-en-sène.

HOL – A farsa da herança maldita

        O despudor do governador tucano é tanto mais abjeto porque, descontado o hiato entre 2007 e 2010, período que corresponde ao governo Ana Júlia Carepa, Simão Jatene pontifica no proscênio político do Pará desde 1983, quando tornou-se secretário do então governador Jader Barbalho, a quem acompanhou nas andanças deste como ministro do ex-presidente José Sarney. Posteriormente, Jatene alinhou-se com a tucanalha, depois de ganhar visibilidade sob as bênçãos do ex-governador Jader Barbalho. Inicialmente ele se notabilizou como eminência parda do ex-governador Almir Gabriel, já morto e que cumpriu dois mandatos consecutivos como chefe do Executivo estadual, entre 1995 e 20002. Posteriormente, valendo-se do escandaloso uso da máquina administrativa estadual, coube a Jatene ser eleito sucessor de Almir Gabriel, cumprindo seu primeiro mandato como governador de 2003 a 2006. Com Almir Gabriel derrotado pela petista Ana Júlia Carepa, na sucessão estadual de 2006, com o decisivo apoio do senador Jader Barbalho, Jatene ficou à margem do poder entre 2007 a 2010. Detalhe sórdido, ilustrativo do desrespeito das elites pelo eleitor: Jatene admitiu, publicamente, que abdicou de postular a reeleição, em 2006, porque, ao ser ungido candidato a governador pelo PSDB em 2002, assumiu o compromisso de apoiar a candidatura de Almir Gabriel, se este viesse a postular um terceiro mandato como governador, na sucessão estadual de 2006. Para a tucanalha e assemelhados, como se vê, o eleitor é um mero detalhe e o exercício do poder decorre de uma ação entre amigos.

        Jatene obteve um segundo mandato na sucessão estadual de 2010, no rastro da desastrosa administração da ex-governadora Ana Júlia Carepa e contando com o decisivo apoio do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, empurrado para os braços do PSDB pelos petralhas, abrigados na DS, a Democracia Socialista, a facção minoritária do PT. Apesar de minoritária, a DS detinha o comando da máquina administrativa estadual, por abrigar Ana Júlia Carepa e sua entourage. Quando Ana Júlia Carepa tentou - primeiramente sozinha, sem qualquer aviso prévio sobre a visita, e depois na companhia do ex-deputado Paulo Rocha - resgatar o apoio de Jader Barbalho, o estrago já estava consumado. Ironicamente, a perfídia dos petralhas foi reeditada pela tucanalha, que tratou de defenestrar do governo os peemedebistas, diante da pretensão do PMDB disputar a sucessão estadual de 2014 tendo como candidato a governador Helder Barbalho, filho e herdeiro político de Jader Barbalho.

HOL – A versão que não se sustenta

        O governador Simão Jatene alegar desconhecimento do fato, diante do drama de Leidiluce Ferreira Brito, a jovem de 29 anos com leucemia, ou trombetear “carências históricas”, para justificar o injustificável, soa fatalmente a escárnio, diante do sucateamento da saúde pública no Pará, para o qual muito contribuíram os sucessivos governos do PSDB no Pará, entre 1995 e 2002. Desse período resultaram obras faraônicas, cujo custo final superou em muito as estimativas iniciais, para euforia dos empreiteiros. Além de índices sociais pífios, de padrão africano, que a propaganda enganosa, uma especialidade da tucanalha, tenta escamotear. Este estelionato publicitário fez a prosperidade de Orly Bezerra, o marketeiro-mor da escória tucana e assemelhados.

        A versão oferecida por Jatene, através dos seus ventríloquos, de tão tosca que é, foi esfarinhada pela própria Leidiluce, no Facebook. “Ressalto também que o medicamento está em falta desde julho, e não é possível que você tenha tido conhecimento só agora!”, exclama a jovem de 29 anos, com leucemia, na troca de postagens feitas com o governador do Pará, no Facebook.

HOL – A troca de postagens no Facebook

        Segue abaixo, na íntegra, a troca de postagens entre o governador Simão Jatene (PSDB) e Leidiluce Ferreira Brito, a jovem de 29 anos, com câncer, à espera de um remédio vital para o tratamento da paciente, desde julho último em falta no HOL, o Hospital Ophir Loyola.
        A troca de postagens entre Leidiluce e Jatene, no Facebook, foi copiada e remetida, por um leitor anônimo, ao Blog do Barata.

        Na página do governador Simão Jatene (PSDB) no Facebook, no qual ele desejava feliz Natal a todos, Leidi Moranguinho fez o seguinte comentário:

        “Não desejo isso a ninguém, mas gostaria que você se visse em mim, que estou com leucemia no hospital Ophir Loyola, e por falta de medicamento quimioterápico não pude passar o Natal com minha família e nem a virada de Ano Novo. E saiba que é muito difícil ver você desejando um Feliz Natal na televisão deitada em um leito há mais de um mês, sem fazer nenhuma medicação pela falta de humanidade desses falsos administradores deste hospital e de outras instituições que você põe no poder. Boas Festas, são os únicos ‘votos’que eu e muitos desejamos à você."

        O governador respondeu:

        "Sra. Leidi, assim que fui informado sobre o seu caso, ontem, mandei que providências urgentes fossem tomadas e que lhe fosse comunicado imediatamente, Posteriormente, soube pelo doutor Arthur Lobo, que ele mesmo havia entrado em contato com a Sra. para lhe explicar os procedimentos adotados, uma vez que, segundo a área técnica, o medicamento estava em falta em Belém, e tinha sido feita uma aquisição emergencial em São Paulo, com previsão de chegada na próxima sexta-feira. Desse modo, lamentando o ocorrido, só posso lhe pedir desculpas, não apenas pelo fato em sí, mas por vivermos numa sociedade que por suas carências históricas, ainda convive com situações como a sua. Finalmente, na expectativa que essa lamentável experiências possa contribuir para que se evite a sua reprodução, pedí que a doutora. Heloísa Guimarães, secretaria adjunta de Saúde, procure identificar medidas para evitá-la.
        “Que a senhora tenha sucesso na sua luta e Deus lhe de saúde e paz."

         O diálogo foi encerrado com a seguinte resposta de Leidi:

        “Só gostaria de lembrar-lhe que esse medicamento está em falta em Belém pelo simples fato de não ser vendido esse remédio na nossa cidade, pois eu mesma entrei em contato com o laboratório responsável e pedi os distribuidores. Ressalto também que o medicamento está em falta desde julho, e não é possível que você tenha tido conhecimento só agora, sendo que, de acordo com a ouvidoria do hospital, logo q o paciente dá entrada, o medicamento tem que ser providenciado, o que não ocorreu até agora. E só no mês de dezembro que resolveram fazer essa compra emergencial? E falta de fornecedor certamente não é, pois em contato com eles, solicitando o medicamento, o mesmo chegaria em 24 horas, via Sedex, mas como pessoa física não posso comprar, e mesmo se eu comprasse, não seria ressarcida, segundo a direção! E as carências históricas podem ser melhoradas com pessoas competentes e, acima de tudo humanas, nos cargos públicos, principalmente para administrar o dinheiro público. Saiba que mesmo expondo meu caso na frente do diretor do HOL, Victor Moutinho, e tantos outros funcionários no auditório do hospital, o doutor. Victor nem sequer me deu explicações a respeito desse problema. Tamanho descaso!

        “Que o Senhor tenha sucesso na sua luta também."


HOL – A reveladora omissão do Ministério Público

Marcos Antônio das Neves: omissão servil, em relação a Jatene.

        O drama de Leidiluce Ferreira Brito, a jovem de 29 anos com leucemia, à espera do remédio vital para o seu tratamento, serviu para ilustrar o porquê da falta de credibilidade do MPE, o Ministério Público Estadual, na esteira da administração do novo procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves. A medicação está em falta no HOL, o Hospital Ophir Loyola, desde julho deste ano, penalizando não apenas Leidiluce, mas outros pacientes que, como ela, dependem do remédio, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Ao que se saiba, não há registro de uma efetiva intervenção do MPE, cobrando providências imediatas do governo Simão Jatene. O que não surpreende, depois que o atual procurador-geral de Justiça atrelou o MPE às conveniências da tucanalha abrigada no Palácio dos Despachos, durante a greve dos professores da rede estadual de ensino.

        Em contrapartida aos projetos aprovados pela Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, e sancionados pelo governador Simão Jatene, assegurando polpudas remunerações a procuradores e promotores de Justiça, Neves não pestanejou em tentar criminalizar a greve dos professores da rede estadual de ensino. Para tanto, atendendo a um pedido do governador Simão Jatene, o procurador-geral de Justiça escalou uma promotora de Justiça servil, Graça Cunha, que recomendou o corte no ponto dos grevistas, na contramão até de uma manifestação do STF, o Superior Tribunal de Justiça. O despautério era tão grande, mas tão grande, que em menos de 24 horas o MPE, o Ministério Público Estadual, voltou atrás na recomendação para cortar o ponto dos grevistas. Não surpreende, portanto, a omissão de Marcos Antônio Ferreira das Neves, sobre os recorrentes dramas dos pacientes do HOL, referência no tratamento de câncer.

HOL – Desdém tisna imagem do diretor-geral

Vitor Moutinho, diretor-geral do HOL: à espera de recursos.

        O desdém da tucanalha pela saúde pública no Pará acabou tisnando a imagem do diretor-geral do HOL, o médico Vitor Moutinho, um profissional de competência, probidade e experiência reconhecidas. Não por acaso, o governador tucano Simão Jatene recusou, peremptoriamente, o pedido de exoneração de Moutinho, um bem-sucedido e próspero médico, para o qual tornar-se diretor-geral do Hospital Ophir Loyola corresponde a um desafio, que ele generosamente se impôs, com o objetivo de resgatar um mínimo de excelência do HOL.

        Apesar das carências hoje exibidas pelo HOL, o cargo de diretor-geral do Ophir Loyola é ambicionado por um vasto elenco de médicos, o que dá origem a uma fogueira de vaidades, alimentada não por questões de princípio, mas por mero arrivismo. Trata-se de uma atmosfera que, até por temperamento, Moutinho rejeita peremptoriamente. Mas diante do perfil de Simão Jatene, resta saber se o prestígio profissional exibido pelo diretor-geral será capaz de sensibilizar o ilustre inquilino do Palácio dos Despachos para garantir um mínimo de recursos para o HOL, a fim de resgatar o status de referência no tratamento de câncer no Pará.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CHOQUE DE REALIDADE - Amargo cotidiano


HOL – Sespa acena com dose emergencial

        A Sespa, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará, se comprometeu a enviar até esta próxima sexta-feira, 27 de dezembro, um lote emergencial, de 150 cápsulas, do remédio do qual depende, a exemplo de outros pacientes, Leidiluce Ferreira Brito, a jovem de 29 anos com leucemia, à espera do remédio vital para o seu tratamento, em falta no HOL, o Hospital Ophir Loyola, desde julho passado.
        Afirmando reproduzir informação da própria Leidiluce, a revelação é de Ivan Costa, que agora sabe-se ser servidor do MPE, o Ministério Público Estadual, e não falar em nome deste. A revelação se deu na esteira da postagem intitulada HOL – Remédio chega a partir do dia 15 .
        “Olá, Barata, falei com a Leidiluci e ela me informou que um representante da Sespa se comprometeu a enviar 150 cápsulas do medicamento até sexta-feira, dia 27 de dezembro. A publicidade da situação está funcionando”, conta Ivan Costa, observando que o problema “é muito mais grave, envolvendo um número indefinido de pessoas em tão grave situação”.

        A conferir.

HOL – A versão de Ivan Costa

        A propósito da postagem HOL – O mise-en-scène do Ministério Público , veiculado pelo Blog do Barata na edição do último dia 23, na qual ele é citado, Ivan Costa envia, por e-mail, uma retificação. Nesta, ele esclarece que não esteve com Leidiluce Ferreira Brito, no HOL, o Hospital Ophir Loyola, em nome do MPE, o Ministério Público Estadual, do qual é servidor. Leidiluce, recorde-se, é a jovem de 29 anos, que em julho deste ano descobriu estar com leucemia e perdura à espera de um remédio vital, capaz de livrá-la do risco de morte, mas em falta no Ophir Loyola desde 19 de julho de 2013. O abastecimento do HOL, com a medicação, está prevista a partir de 15 de janeiro de 2014, segundo a versão atribuída a Amilcar Carvalho, diretor técnico do hospital.

        “Procurei a Leidiluce como um simples cidadão”, sublinha Costa. “Sou servidor do Ministério Público, mas não foi nessa condição que procurei Leidiluce”, acrescenta. “Estou fazendo este trabalho fora do meu horário de serviço, buscando mobilizar pessoas para resolver essa situação absurda”, assinala também. “Assim, prezado Barata, este post me machucou, mas entendo sua luta e acredito que busque sempre a verdade, denunciando o que deve ser denunciado”, acentua ainda Costa. E sublinha: “Compreendo que alguém perseguido como você, muitas vezes não disponha de tempo para filtrar as informações, errando por excesso, mas não por omissão.”

HOL – A retificação, na íntegra

        Segue abaixo, na íntegra, a transcrição da retificação de Ivan Costa, feita originariamente como comentário:

        “Bom dia, Barata,

        “Peço a gentileza de publicar o seguinte esclarecimento. Sou servidor do Ministério Público, mas não foi nessa condição que procurei Leidiluce.
        “Procurei a Leidiluce como um simples cidadão que tomou conhecimento dessa triste situação no blog da Franssinete Florenzano, minha colega da Comissão de Justiça e Paz. Portanto, ratifico não represento o Ministério Público.
        “Estou fazendo este trabalho fora do meu horário de serviço, buscando mobilizar pessoas para resolver essa situação absurda.
        “Como disponho de experiência na área de administração pública, voluntariamente, estou ajudando a Lucileide, em uma situação que infelizmente passei recentemente em minha família e não desejo a ninguém, tampouco dela me aproveitaria.
        “Eu e um grupo de cidadãos, em Rede (sou membro do Comitê de Ligação da Abracci - Articulação Brasileira Contra Corrupção e Impunidade - Abracci -www.abracci.org.br), estamos articulando uma ação política para obrigar o poder público a divulgar o estoque de medicamentos e materiais técnicos na Internet, evitando o descontrole que levam a situações como essa enfrentada pela Leidiluci e contaremos com a força deste blog nessa luta.
        “Assim, prezado Barata, este post me machucou, mas entendo sua luta e acredito que busque sempre a verdade, denunciando o que deve ser denunciado. Compreendo que alguém perseguido como você, muitas vezes não disponha de tempo para filtrar as informações, errando por excesso, mas não por omissão.
        “É com esta expectativa que espero que você publique este comentário, retificando este post com a grandeza dos grandes jornalistas, pois não represento o Ministério Público, sou apenas um cidadão que está tentando resolver um problema que não deseja para ninguém.
        “Apesar das desgraças que assolam nosso País, desejo-lhe um Feliz Natal, Barata!


        “Ivan Costa”

HOL – O esclarecimento do blog 1

        A propósito da retificação de Ivan Costa, cabe enfatizar que quem deu causa ao equívoco certamente não foi o Blog do Barata, nem sequer a própria Leidiluci Ferreira Brito, a jovem de 29 anos com leucemia, à espera do remédio vital para o seu tratamento, em falta no HOL, o Hospital Ophir Loyola, desde julho passado.
        O equívoco, ironicamente, foi alimentado pelo próprio Ivan Costa, ao não ser suficientemente explícito sobre a sua condição, em seu contato com Leidiluci. E tanto foi assim que, para a jovem paciente, sobrou a impressão de que tratava-se de um representante do MPE, o Ministério Público Estadual. Ou seja: tanto quanto Leidiluci, o Blog do Barata foi induzido ao erro, involuntariamente, por Ivan Costa.
        Sobre a ilação de que falte-me disponibilidade para filtrar as denúncias, hipótese brandida por Ivan Costa, que subliminarmente sugere que eu comporte-me levianamente, trata-se de um erro crasso, embora eu faça solitariamente o Blog do Barata. Desdobro-me para apurar as eventuais denúncias, inclusive com o auxílio de fontes da minha mais absoluta confiança. Quando assim não é possível, mas é grave a eventual denúncia, trato de torná-la do domínio público, para ensejar o contraditório, assegurado previamente o direito de resposta, cláusula pétrea no Blog do Barata. Situação que não se aplica ao drama de Leidiluci, cumpre salientar.

        Não por acaso, ressalvadas gafes irrelevantes e pontuais, o Blog do Barata - embora no ar desde meados de 2005 - amargou uma única retificação, em um erro ao qual fui induzido por uma nova fonte, envolvendo Ney Messias, atualmente o secretário estadual de Comunicação do governador tucano Simão Jatene. A Messias foi atribuído ter protagonizado um suposto conflito de interesses, por supostamente alugar para a Funtelpa um imóvel da sua família, quando comandava a Fundação de Telecomunicações do Estado do Pará. Sem pestanejar, reconheci publicamente o erro e desculpei-me pelo equívoco. Subsequentemente, tratei de defenestrar do elenco de contatos do blog a fonte que induziu-me ao erro.

HOL – O esclarecimento do blog 2

        De resto, cabe acentuar que já amarguei condenações graciosas, sem que minhas denúncias, que deram causa às ações judiciais, tenham sido desmentidas. Logo, conclui-se que também já fui vítima da máfia togada, constituída pela escória da magistratura, a escumalha que julga não baseada nos autos dos processos, mas mirando na sua ascensão funcional. Nada mais ilustrativo, a propósito, que eu ter sido condenado, por exemplo, pelo juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco, um notório safado togado, em ação movida por outro arrematado canalha, o simulacro de advogado Hamilton Ribamar Gualberto. Um biltre, Gualberto é um assassino impune, condenado a sete anos e meio de prisão, em primeira instância, por espancar e assassinar covardemente um sexagenário indefeso e doente, detido arbitrariamente, quando era delegado de polícia. Demitido da Polícia Civil a bem do serviço público, e condenado, em primeira instância, o assassino impune foi beneficiado por um chamado embargo de gaveta, que na gíria forense designa aqueles processos cuja tramitação é interrompida arbitrariamente pela máfia togada, para manter impune seus cúmplices.

        Isso posto, cabe repelir a insinuação de leviandade, sugerida subliminarmente, em tom melífluo, por Ivan Costa. Uma postura, própria, diga-se, de quem mede os outros por sua própria régua.

NATAL – O espírito natalino


MURAL – Queixas & Denúncias


BOAS FESTAS – Os votos do Blog do Barata

        Que ser tolerante e solidário com o próximo, uma exortação inevitável nas festas de fim de ano, se constitua não apenas em uma figura de retórica, mas em uma questão de princípios. Neste e em outros tantos natais que estão por vir.

        Estes são os votos do Blog do Barata, com o agradecimento adicional a todos que o prestigiam com sua leitura.

BLOG – Um justo agradecimento

         Agradeço, aproveitando para retribuir, os votos de boas festas.
        Agradeço ainda, particularmente, as comoventes palavras de reconhecimento e estímulo ao Blog do Barata, por parte dos internautas, anônimos ou não. O que tonifica a determinação em ousar lutar, ousar vencer. E também em não esmorecer, diante de eventuais derrotas, na perspectiva de não tomar como impossível o que possa ser, circunstancialmente, tão-somente improvável.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

HOL – Remédio chega a partir do dia 15

Amilcar Carvalho:  fonte do anúncio da compra do remédio vital.

        O remédio que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para Leidiluci Ferreira Brito, a jovem de 29 anos que sofre de leucemia, chegará ao HOL, o Hospital Ophir Loyola, a partir de 15 de janeiro.

        Repassando versão atribuída ao diretor técnico do HOL, Amilcar Carvalho, a informação é da própria Leidiluci, em comentário feito em uma das postagens, sobre o seu caso, veiculadas pelo Blog do Barata nesta segunda-feira, 23.

HOL – O comentário de Leidiluci

        Em seu comentário, Leidiluci chega a ser sarcástica. “Olha que presentão de Natal o diretor do Hospital Ophir Loyola me deu hoje! O remédio, que está em falta desde 19 de julho de 2013, chegará a partir de 15 de janeiro de 2014”, sublinha. “Muito bem! Só espero estar viva até lá!”, acrescenta, irônica.

        De resto, a jovem paciente, internada no HOL, agradece a mobilização em defesa de um tratamento digno aos pacientes do Ophir Loyola.Obrigada pelo apoio, pessoal. Sei que vocês, sim, são humanos, diferente dessa corja que só pensa em seus bolsos!!!”, arremata.

HOL – O mise-en-scène do Ministério Público

        Depois de se manter omisso diante do drama de Leidiluci Ferreira Brito – que não é o único no HOL, diga-se -, o MPE, o Ministério Público Estadual, voltou timidamente à cena, em um claro mise-en-scène, após a denúncia feita pelo Blog do Barata.
        Segundo relato da própria Leidiluci, a jovem paciente recebeu nesta segunda-feira, 23, um telefonema de um certo Ivan Costa, em nome do MPE. Com um cinismo capaz de corar anêmico, Costa simulou indignação, diante da situação de Leidiluci, até pelo tempo decorrido. E, como bom fanfarrão, brandiu a ameaça de ir ao HOL nesta terça-feira.

        Diante da observação da própria Leidiluci, acentuando que dia 24 de dezembro certamente não seria um bom dia para se reunir com a direção do HOL, o tal Ivan Costa, convenientemente, voltou atrás, em sua suposta intenção. Retirou-se afirmando que até o final de ano voltaria ao Ophir Loyola, para se reunir com a direção do hospital, em um clima típico da tirada me engana que eu gosto.

SANTA PACIÊNCIA – A padroeira de todos nós


MURAL – Queixas & Denúncias


BLOG – Nova investida de vírus

        Um novo ataque de vírus voltou a impedir a atualização do Blog do Barata nos últimos três dias. Novamente o problema foi parcialmente contornada por Camilo Almeida, a minha enteada que é uma autodidata em matéria de informática, enquanto aguardo a disponibilidade de um especialista, capaz de blindar o blog contra esse tipo de problema.
        Aos leitores, o meu pedido de desculpas, pela ausência para a qual não contribui.

HOL – Com leucemia, jovem aguarda remédio

Leidiluci, 29 anos: luta desigual contra a leucemia.

        “Não estou pedindo favor; só quero meu direito de receber o medicamento e salvar minha vida.”
        O desabafo, em tom previsivelmente dramático, é de Leidiluci Ferreira Brito, uma jovem de 29 anos, que em julho deste ano descobriu estar com leucemia e cujo tratamento no HOL, o Hospital Ophir Loyola, foi interrompido devido a falta de um medicamento vital, o Vesanóid (ATRA). Trata-se de um drama tanto mais ignominioso porque se dá no exato momento em que o governador tucano Simão Jatene, com seu séquito de áulicos, permite-se um tour pelo Catar, naturalmente bancado por todos nós, pobres contribuintes. No Pará, constata-se, faltam recursos para o tratamento dos pacientes de câncer, mas sobra dinheiro para o indolente governador descansar de tanto não fazer nada por seu povo.
        O relato de Leidiluci é ilustrativo do menosprezo dos inquilinos do poder pela saúde pública. “Na minha primeira sessão de quimio, tomei o ATRA, devido ter sobrado do frasco de outro paciente, que havia falecido. Durante a segunda quimio, não tomei o medicamento, pois o hospital não havia comprado. Estou internada no referido hospital desde 23 de novembro e não posso iniciar a terceira sessão de quimio, devido o medicamento ainda estar em falta”, relata a jovem, cujo drama é ilustrativo da via crúcis dos pacientes com câncer no Pará.

        “Desgraçadamente, não se trata de um caso pontual, singular”, assinala uma assistente social, com conhecimento de causa. Uma constatação reforçada pela denúncia de Leidiluci. “Com tudo isso, a doença está se agravando e minha vida está em risco! O Ministério Público está ciente de tudo isso, mas até agora... nada! O hospital, ‘referência em tratamento oncológico’, responde que o remédio está em fase de compra, sem previsão de chegada”, assinala a jovem paciente de leucemia, antes de arrematar com as perguntas que não querem calar: “Mas desde julho? Será falta de verba? Ou é falta de respeito?”

HOL – O clamor da paciente

        Abaixo a transcrição, na íntegra, da denúncia de Leidiluci Ferreira Brito, a jovem paciente com leucemia, atualmente internada no HOL, o Hospital Ophir Loyola, onde aguarda o remédio vital para o seu tratamento, mas em falta:

“Denúncia!

        “Tenho 29 anos e em julho de 2013 descobri que eu estou com leucemia e quando internei-me no Hospital Público Ophir Loyola, em Belém do Pará, tive que tomar um medicamento quimioterápico chamado Vesanóid (ATRA), e a minha médica solicitou a compra ao hospital. Na minha primeira sessão de quimio, tomei o ATRA, devido ter sobrado do frasco de outro paciente que havia falecido. Durante a segunda' quimio, não tomei o medicamento, pois o hospital não havia comprado. Estou internada no referido hospital desde 23 de novembro e não posso iniciar a terceira sessão de quimio, devido o medicamento ainda estar em falta. Com tudo isso, a doença está se agravando e minha vida está em risco! O Ministério Público está ciente de tudo isso, mas até agora... nada! O hospital ‘referência em tratamento oncológico’, responde que o remédio está em fase de compra, sem previsão de chegada. Mas desde julho? Será falta de verba? Ou falta de respeito?
        “Não estou pedindo favor; só quero meu direito de receber o medicamento e salvar minha vida. Não quero ser mais uma nas estatísticas de paciente que não resistiram à leucemia. Se algum hospital, como HSM, o Hospital da Saúde da Mulher, e o Porto Dias, que tem tratamento para leucemia, utilizarem esse medicamento e poderem vender-me, eu e minha família faremos de tudo para comprá-lo, pois sabemos que cada frasco custa na faixa de R$ 1.200,00.
        “Por favor, me ajude. Estou correndo contra o tempo e revoltada com tanto descaso. Meu caso já passou em duas emissoras (Liberal e Record), mas não resultou em nada. Gostaria que passasse à nível nacional.
        “Cadê o dinheiro Público?!

        “Obrigada!

        “Leidiluci Ferreira Brito

        “(91) 8815-9410/ 8412-6631”