segunda-feira, 30 de setembro de 2013

DIÁRIO – Remanejamentos no day after da greve




        Uma atmosfera de alvoroço marcou o day after da greve dos jornalistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, que se estendeu por oito dias, prolongando-se de 20 a 27 deste mês. No retorno ao trabalho, nesta segunda-feira, 30, os jornalistas do Diário do Pará foram surpreendidos com remanejamentos de cadernos e até de horários, o que soa, fatalmente, a uma retaliação da direção da RBA, a Rede Brasil Amazônia de Comunicação, o grupo de comunicação da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Estado. As trocas de horários, em particular, é interpretada como um inequívoco revide, no limite da molecagem, principalmente porque não costuma ser feita unilateralmente, tal qual ocorreu, sem contemplar a eventual conveniência dos funcionários.

        Além do aumento imediato do piso salarial de R$ 1 mil para R$ 1.300,00, em um reajuste de 30% que deverá elevá-lo para R$ 1.500,00, até abril de 2014, os grevistas obtiveram ainda estabilidade no emprego por 45 dias e reposição dos dias parados, em lugar do desconto pretendido pelos Barbalho. A greve também permitiu que o Sindicato dos Jornalistas voltasse a ser o representante da categoria, junto aos Barbalho, que até então negociavam com o Sertep, o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Pará, o que lhes permitia pagar os salários vis que acabaram por provocar a paralisação.

SESMA – Secretária provoca crise e demissões

Zenaldo (à esq., com Jatene): crise sem fim na saúde.

        A crise na saúde pública municipal, que pontua a administração do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), e já provocou as demissões, a pedido, dos ex-secretários Joaquim Ramos e Yuji Ikuta, ambos médicos conceituados, teve um novo capítulo nesta segunda-feira, 30. Diante do tratamento desrespeitoso dispensado aos profissionais da área, pela nova secretária de Saúde, Maria Selma Silva, a diretora de Urgência e Emergência da Sesma, a Secretaria Municipal de Saúde, Socorro Sarquis, e o diretor do Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março, Raimundo Almada, entregaram seus cargos. Socorro Sarquis e Raimundo Almada são reconhecidos, na categoria, como médicos de competência, probidade e experiência inquestionáveis, ao contrário de Maria Selma Silva, definida como uma profissional de competência inversamente proporcional a colossal arrogância que exibe como secretária de Saúde. Em apenas nove meses de gestão, Maria Selma Silva é a terceira secretária municipal de Saúde, uma das áreas supostamente prioritárias para Zenaldo Coutinho, ao lado de saneamento e segurança, mas submersa em crises desde a exoneração, a pedido, do médico Joaquim Ramos, boicotado por prepostos do próprio prefeito.

        O pedido de demissão de Raimundo Almada ocorreu após uma visita de Maria Selma Silva ao PSM da 14 de Março, feita sem o conhecimento prévio do diretor, solenemente ignorado pela secretária de Saúde. Diante da grosseria, Raimundo Almada foi contundente. Ele não só entregou o cargo, como fez questão de sublinhar que, como um profissional competente e sério, de méritos reconhecidos pelos profissionais de saúde, não admite ser desrespeitado por quem quer que seja. Um discurso semelhante ao de Socorro Sarquis, notabilizada, como administradora, por sua gestão como diretora do Hospital Metropolitano.

UNA – Incúria oficial expõe população a riscos

Bacia do Una: drama de inundações até com pequenas chuvas.

        Apresentada como a maior reforma urbana da América Latina, abrangendo 20 bairros de Belém, o que corresponde a 60% da cidade, em um empreendimento que envolve 120 mil famílias, com investimentos de US$ 312.437.727 milhões, a macrodrenagem da Bacia do Una está comprometida pela incúria do poder público. A falta de drenagem dos 17 canais que entrecortam as áreas residências de Belém mantêm moradores da área sob condições degradantes, diante das inundações provocadas pelas chuvas, conforme denúncia dos moradores da área próxima ao canal Antônia Nunes. As famílias que residem na alameda Soares, na avenida Governador José Malcher, na passagem Profª Antônia Nunes, na rua João Balbi e travessa. 9 de Janeiro, localizadas na Sub-bacia I do Projeto Uma, manifestam sua indignação, relatando o drama que vivem, com prejuízos materiais e ameaças de graves doenças, no rastro da menor chuva. “Essa situação perdura desde o dia 24 de abril de 2005 e até a presente data nada mudou”, desabafa o autor de um comentário anônimo, denunciando a omissão das chamadas “autoridades competentes”.
        As famílias residentes no entorno do canal Antônia Nunes revelam que basta uma pequena chuva para que amarguem os prejuízos materiais decorrentes das inundações, além do que ficam em contato com águas fétidas e, por via de conseqüência, expostos expostos a diarréias e doenças graves, como a esquistossomose, as salmonelose e leptospirose. O relato acrescenta que o Ministério Público impetrou na Justiça, a 16 de abril de 2008, uma ação civil pública ambiental, em processo que leva o número 0014371-32.2008.814.0301, que se arrasta na 2ª Vara da Fazenda Pública do Estado do Pará, sob a responsabilidade do juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco. O magistrado se notabilizou como integrante da máfia togada que blinda o ex-prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, protagonista de uma administração calamitosa, pontuada por recorrentes denúncias de corrupção e que deixou Belém ao deus-dará. A despeito de ter a mulher, Patrícia Dias Barbosa Castelo Branco, aboletada em um cargo comissionado na Prefeitura de Belém - nomeada pelo nefasto Dudu -, Castelo Branco jamais se declarou suspeito para julgar os contenciosos envolvendo a administração de Duciomar Costa, que até para ser citado sempre gozou de prazos elásticos nos processos a cargo do magistrado. Apenas nos últimos meses do segundo mandato do nefasto Dudu é que Castelo Branco passou a se declarar impedido de julgar os contenciosos envolvendo a gestão do ex-prefeito.

        De resto, a denúncia das famílias que residem no entorno do canal Antônia Nunes acrescenta que uma comissão formada na Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, para avaliar o andamento das obras de macrodrenagem da Bacia do Uma, dianosticou, em seu relatório final, diversas irregularidades e omissões na execução do projeto.

IGREJA DE SÃO JOÃO – Beleza histórica

Igreja de São João: restauro e preservação.

        Erguida originalmente em taipa e palha, quando foi inaugurada em 1622, a atual igreja de São João Batista, construída no estilo tardo-barroco-italiano e cuja inauguração data de 1977, será reaberta nesta próxima quinta-feira, 3 de outubro, após obras de restauro e conservação, iniciadas em fevereiro deste ano e cujo custo ficou em R$ 869.201,66. A reabertura da igreja – que faz parte do acervo de obras monumentais que o arquiteto José Antônio Landi legou a Belém – ocorrerá em ato previsto para as 19 horas de quinta-feira e será prestigiada por Jurema Machado, presidente do Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, responsável pelas obras, e de dom Alberto Taveira, arcebispo metropolitano. Localizado no bairro da Cidade Velha, o templo foi tombado pelo Iphan, isoladamente, em 1941. Setenta e um ano depois, em 2012 a igreja foi tombada como parte do conjunto dos bairros Cidade Velha e Campina, reconhecidos como patrimônio por seu valor arquitetônico, urbanístico e paisagístico.
        As obras realizadas pelo Iphan e executadas pela construtora Link incluíram a restauração da cobertura com introdução de sub cobertura, acessibilidade com adequação de banheiro, conservação de bancos, pintura geral e restauração das pinturas parietais que constituem os retábulos mor e da nave. Pinturas parietais são aquelas executadas sobre a parece; retábulos são as construções de madeira ou pedra, em forma de painel e com lavores, na parte posterior dos altares e que são geralmente decoradas com temas da história sagrada ou retratos de santos.

        De acordo com informações do próprio Iphan, repassadas pela Gaby Comunicação, prospecções pictóricas realizadas pelo instituto na parede posterior da capela-mor, em 1988, confirmaram a existência das pinturas parietais em perspectiva, mas apenas em 1996, com a abertura de novas prospecções, foi possível constatar, sob seis camadas de pintura, o grau de integridade do painel. “O nosso maior objetivo com essa obra é a conservação das descobertas feitas neste período”, explica o arquiteto responsável pela obra, Giovanni Blanco Sarquis, que contou, ainda, com os trabalhos do restaurador João Velozo e das arquitetas Adma Santana e Dorotéa Lima, todos do Iphan.

PROPAGANDA ENGANOSA – Ardil dos farsantes


MURAL – Queixas & Denúncias


TCE – Sabino sob suspeita de fraudar concurso

Sabino: sob suspeita de fraudar concurso, para empregar protegido.
        Depois de burlar o decoro, ao criar uma avalancha de cargos comissionados, para abrigar os janelados, defenestrados por força de um TAC, o Termo de Ajustamento de Conduta, celebrado com o Ministério Público Estadual, impondo a nomeação dos aprovados no concurso público nº 01/2012, o presidente do TCE, o ex-deputado Cipriano Sabino, é acusado de fraudar o concurso do Tribunal de Contas do Estado do Pará, para beneficiar um apadrinhado. Segundo denúncia feita ao Blog do Barata, Sabino - também conhecido como Cipriano Sabido, por sua compulsão em burlar a legalidade, na esteira de conveniências políticas e/ou pessoais – criou um 10º cargo de técnico informática - suporte, não previsto na lei que instituiu o concurso para o tribunal, para neste abrigar, em caráter efetivo, José Ribamar de Andrade Moura. A denúncia acentua que o concurso público realizado pelo TCE previa exatamente nove vagas de técnico de informática, todas preenchidas.

        De acordo com a denúncia, José Ribamar de Andrade Moura é um ex-servidor temporário do TCE, demitido em 1º de janeiro deste ano, como tantos outros janelados, na esteira do TCA firmado com o Ministério Público, que cobrou a nomeação dos concursados à espera de nomeação. No rastro da farra de cargos comissionados criados pelo tribunal, com a cumplicidade da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, da qual Sabino é originário, em 7 de janeiro de 2013 Moura foi nomeado assistente de informática, com o término do vínculo previsto para 10 de outubro próximo, conforme portaria de Sabino publicada na edição do último dia 25, quarta-feira passada, do DOE, o Diário Oficial do Estado. Na edição do DOE do dia seguinte, 26 de setembro, quinta-feira, o presidente do TCE, em outra portaria, nomeou Moura para exercer o cargo de técnico de informática, a partir de 23 de setembro de 2013, em caráter efetivo, em virtude de aprovação em concurso público. “A nomeação não seria um ato ilegal, não fosse pelo fato da décima vaga, que será ocupada pelo senhor José Ribamar de Andrade Moura, não existir, pois não foi criada por lei”, assinala a denúncia feita ao Blog do Barata, sublinhando que o concurso público do TCE previa apenas nove vagas de técnico de informática. A denúncia também acentua que, mesmo com dois dos aprovados não tomando posse, as vagas abertas foram ocupadas por aprovados que, pela colocação obtida, precediam Moura.

TCE – Os termos do TAC firmado com o MPE

        A denúncia feita ao Blog do Barata transcreve passagem do TAC celebrado pelo TCE com o MPE que deixam clara a existência de tão-somente nove vagas:

CLÁUSULA PRIMEIRA: O Tribunal de Contas do Estado do Pará compromete-se a... nomear os candidatos aprovados no concurso público nº 01/2012...:

I) até 31 de outubro de 2012:

a) a.9) 5 (cinco) candidatos para o cargo de Técnico de Informática Suporte, ATI 401.

II) até 30 de novembro de 2012:

b.9) 2 (dois) candidatos para o cargo de Técnico de Informática Suporte, ATI 401.

III- até 31 de dezembro de 2012:


c.6) 2 (dois) candidatos para o cargo de Técnico de Informática Suporte, ATI 401.

TCE – Os aprovados para as nove vagas abertas

        Foram aprovados para as nove vagas de técnico de informática – suporte, abertas pelo concurso do TCE os seguintes candidatos, ainda segundo a denúncia feita ao Blog do Barata:

1º- Jeffeson Yasuhiko Ito (não tomou posse)
2º- Wagner Yuichi Capelli (não tomou posse)
3º- Reginaldo Fernandes Da Silva (em exercício)
4º- Tivson De Melo Silva (em exercício)
5º- Ruy Jorge Cecim Dos Santos (em exercício)
6º- Luis Carlos De Quadros Dos Reis (em exercício)
7º- Bruno Vieira Dos Santos (exonerado a pedido)
8º- Márcio Roberto Pantoja Moraes (em exercício)
9º- Samuel Clayton Maciel Neves (em exercício)
10º- Fabio Reis Sizo Nascimento (em exercício)
11º- Bruno Bona Maneschy (em exercício)
12º- José Ribamar de Andrade Moura (apadrinhado de Cipriano Sabino, segundo a denúncia)
17º- (1º colocado como PNE) Jairo Macedo Soares (em exercício)


        A denúncia observa que, pela Constituição do Estado, a proposta de criação de cargos públicos – com os respectivos quantitativos - deve ser submetida à Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, cabendo a esta a aprovação, ou não, do projeto de lei, para posterior sanção do governador. “Nota-se, então, que houve o excesso com a nomeação de um servidor em uma vaga adicional, que não foi criada por lei, com o claro propósito de beneficiar um apadrinhado, adicionando assim um 10º técnico (de informática – suporte) desnecessariamente, com o que é disponibilizado mais um cargo comissionado, a ser provavelmente preenchido por algum outro apadrinhado dos conselheiros”, arremata a denúncia.

TCE – A cronologia do imbróglio

        Segue abaixo, por ordem cronológica, os desdobramentos da tramóia que, de acordo com a denúncia feita ao Blog do Barata, culminou com a nomeação como servidor efetivo, à margem da lei, de José Ribamar de Andrade Moura, o janelado de outrora do TCE.

DIÁRIO OFICIAL Nº. 32303 DE 19/12/2012
PORTARIAS DIVERSAS
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 473153
PORTARIA Nº 27.039, DE 18-12-2012

“DISPENSAR a partir de 1º/01/2013, na forma da Cláusula Terceira do Termo de Ajuste de Conduta firmado entre o Tribunal de Contas do Estado e os Ministérios Públicos do Estado do Pará e do Trabalho, publicado no Diário Oficial nº 32.257, de 08 de outubro de 2012:

“ANA RENATA COELHO DE SOUZA
“ANNE CHRISTINE DE ARAUJO
“ANTÔNIO VULCÃO VASCONCELOS
“BRUNO HENRIQUE PONTES JARES
“CARLOS EDUARDO LIMA DE MORAES
“EDUARDO COSTA DE ANDRADE
“ELANE VIEIRA SABBA BELTRÃO
“ELIZABETH RODRIGUES DA CUNHA
“GUILHERME NEVES PINTO
“HELIODORO JOSÉ DIAS OLIVEIRA
“JENNER MACIEJEWSKY ROCHA
“JORGE LUIZ ALCANTARA DE SOUZA
“JOSÉ PEIXOTO DA COSTA NETO
JOSÉ RIBAMAR DE ANDRADE MOURA
“KARINA ARAÚJO SIMÕES
“MARCELO BLANCO DE ALMEIDA
“MARIA DO SOCORRO CARVALHO
“MARILIA DO SOCORRO LEÃO RIBEIRO
“MATHEUS AMARAL BONNA
“MILA CARVALHO GAMA
“MONICA SALAME DE LIMA TORRES
“NICOLLE QUINTAIROS AMAZONAS
“OLGA BENÁRIO SANTOS DE OLIVEIRA PRANTERA
“PAULO ROBERTO LOPES DA COSTA
“PAULO SÉRGIO PAIVA RÊGO
“RENATO LAURIA JUNIOR
“SERGIO DOS SANTOS CAMPISTA
“THAYS DE OLIVEIRA SARDO RIBEIRO”

DIÁRIO OFICIAL Nº. 32316 DE 11/01/2013
ADMISSÃO DE SERVIDOR
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 477736

“Órgao: TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO Modalidade de Admissão: Comissionado
“ATO: PORTARIA Nº 27.078
“Data de Admissão: 07/01/2013
“Nome do Servidor Cargo do Servidor Observação
JOSÉ RIBAMAR DE ANDRADE MOURA - ASSISTENTE DE INFORMÁTICA TCE-CPC-200 NM-02
Ordenador: Cipriano Sabino de Oliveira Júnior

DIÁRIO OFICIAL Nº. 32488 DE 25/09/2013
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 588851

“Ato: PORTARIA nº 27.987
“Término Vínculo: 10/10/2013
“Tipo: Termino de Vínculo de Servidor
Motivo: De ofício.
“Orgão: TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
“Servidor(es):
“Comissionado / JOSÉ RIBAMAR DE ANDRADE MOURA
“(ASSISTENTE DE INFORMÁTICA NM-02)
Ordenador: Cipriano Sabino de Oliveira Júnior

Diário Oficial Nº. 32489 de 26/09/2013
PORTARIA Nº 27.983, DE 23 DE SETEMBRO DE 2013

“NOMEAR, a partir de 23-09-2013, em virtude de aprovação em concurso público, de acordo com o parágrafo 1º do artigo 34 da Constituição do Estado do Pará, JOSÉ RIBAMAR DE ANDRADE MOURA, para exercer em caráter efetivo o cargo de Técnico de Informática - Suporte TCE-ATI-401, do Quadro de Pessoal do Tribunal de Contas do Estado do Pará.”


        “Verifica-se que o indivíduo foi demitido do cargo temporário, mas em seguida voltou ao tribunal em um cargo comissionado. E agora, que o concurso público está com o prazo de validade quase vencido, ele foi novamente exonerado e, em seguida, nomeado para o cargo efetivo, ao arrepio da lei, já no apagar das velas!”, conclui a denúncia.

TCE – Denúncia associa Chaves ao nepotismo

Nelson Chaves: denúncia de nepotismo mina imagem.

        Mas a suspeita de fraude, que compromete o conselheiro Cipriano Sabino, não foi a única denúncia feita ao Blog do Barata envolvendo o TCE, o Tribunal de Contas do Estado. Se o presidente do TCE, o ex-deputado Cipriano Sabino, também conhecido como Cipriano Sabido, devido seus parcos pudores éticos, é acusado de fraudar o concurso público realizado pelo tribunal, o conselheiro Nelson Chaves está sob a acusação de patrocinar o nepotismo, direto e cruzado, a despeito de, para consumo externo, vender uma imagem de austeridade, fatalmente minada pela suspeita suscitada.
        Chaves é acusado de patrocinar o nepotismo direto, ao supostamente manter a nora no próprio TCE. E de promover o nepotismo cruzado, do qual seria beneficiário seu filho, Arthur Braga Chaves, supostamente originário do TCE e atualmente abrigado no Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas dos Municípios, no qual, pela via do tráfico de influência, teria sido catapultado da condição de assessor especial II para o cargo de diretor.

        “Nelson Chaves, esbanja simplicidade e modéstia para a população, mas esconde que é o responsável por umas das mais deslavadas facetas do nepotismo”, fulmina o autor da denúncia, abrigado no anonimato.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

DIÁRIO – Acordo encerra greve dos jornalistas



           Um acordo do sindicato da categoria, avalizado pelos grevistas, com a direção da RBA, a Rede Brasil Amazônia de Comunicação, da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Estado, encerrou nesta sexta-feira, 27, a greve dos jornalistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, deflagrada sexta-feira passada, 20, e que se estendeu por oito dias. Os grevistas obtiveram um aumento imediato do piso salarial dos atuais R$ 1 mil para R$ 1.300,00, garantido ainda um novo reajuste em abril de 2014, que elevará o salário inicial para R$ 1.500,00, em ganho extensivo a todos os jornalistas do Diário do Pará e do DOL, o Diário Online. Com isso, além da conquista de um reajuste de 30%, são sepultados os casos de jornalistas que ganham abaixo do piso salarial, outra das conquistas obtidas com a paralisação. Ficou também assegurada, aos jornalistas do Diário do Pará e do DOL, estabilidade no emprego pelo período de 45 dias. Sobre os dias parados, que a empresa pretendia descontar, ficou acordado que serão repostos, com o acréscimo de duas horas na jornada diária, de cinco horas, em um prazo de até três meses.
        Os Barbalho descartaram, peremptoriamente, a readmissão do repórter Leonardo Fernandes, demitido, sem justa causa, em clara retaliação por sua participação na mobilização que desembocou na deflagração da greve. A readmissão do jornalistas, consensualmente reconhecido como um profissional competente e sério, era inicialmente cláusula pétrea na pauta mínima de reivindicações dos grevistas. Mas o próprio Leonardo Fernandes, em assembléia geral dos grevistas, abdicou da reivindicação - aprovada pelos demais grevistas - da sua readmissão figurar como condição sine qua non para um acordo com a RBA.
        A opção pelo acordo decorreu, segundo fontes da comissão de greve, pelo temor suscitado pela possibilidade de um dissídio, explicável pela parca credibilidade inspirada pelo Poder Judiciário no Pará, invariavelmente tendencioso nos contenciosos que envolvem os inquilinos do poder, dentre os quais figuram os barões da comunicação. Essas mesmas fontes avaliam como bem-sucedida a paralisação, que, independentemente dos ganhos obtidos, recolocou o Sindicato dos Jornalistas como o legítimo representante da categoria. Até então, a RBA negociava os acordos trabalhistas com o Sertep, o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Pará. Ao optar por negociar com o Sertep, o grupo de comunicação dos Barbalho impunha patamares salariais historicamente aquém daqueles reivindicados pelo Sindicato dos Jornalistas. Daí a remuneração vil aos quais eram submetidos, até a deflagração da greve, os jornalistas do Diário do Pará e do DOL, o Diário Online.

DIÁRIO – Contracheques desmentem Gerson











        Em se tratando de uma pessoa que vive em trapalhadas, é previsível uma sequência lógica nos percalços. Que o diga Gerson Nogueira, o diretor de redação do Diário do Pará, protagonista de um episódio patético. Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, ele declarou que, apesar das reclamações dos grevistas, a média salarial no jornal dos Barbalho seria de R$ 2.600. "Apesar dessas reclamações, nossa média salarial é de R$ 2,6 mil, superior a cidades como Salvador e Recife", afirmou na entrevista ao portal, que pode ser acessada pelo link http://www.portaldosjornalistas.com.br/noticias-conteudo.aspx?id=1874 .

        Como a mentira tem pernas curtas, Gerson Nogueira passou pelo vexame de ser desmascarado publicamente, na página sobre a greve dos jornalistas do Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, no Facebook, que pode ser acessada pelo link  https://www.facebook.com/grevediarioedol?fref=ts . Jornalistas do jornal não desperdiçaram palavras com o áulico falastrão. Limitaram-se a exibir seus contracheques, com os respectivos crachás, escancarando no Facebook a remuneração aviltante, como ilustram as fotos acima.


IMPRENSA – Barão da comunicação


MURAL – Queixas & Denúncias


BLOG – Um novo recorde e greve lidera acessos

Blog do Barata: quase 2 mil acessos, com a greve  em alta.

        Nesta última quinta-feira, 26, o Blog do Barata registrou um novo recorde neste mês de setembro, com um total de 1.984 acessos, segundo revelam as estatísticas do Blogger. Os números do Blogger também revelam que, entre 19 a 26 deste mês, a greve dos jornalistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, deflagrada na sexta-feira passada, 20, deteve a preferência da maioria dos internautas que acessaram o blog.
        Nesse período, de 19 a 26 de setembro, das cinco postagens com maiores visualizações de página, três tratam da greve. Em ordem decrescente, as postagens mais acessadas foram:

DIÁRIO – Jader transmuta-se no Anhangá , do dia 25 de setembro, com 112 visualizações de página.

DIÁRIO DO PARÁ – Mantida greve dos jornalistas , de 19 de setembro, com 86 visualizações de página.

BASA - A balela de Rossi diante da greve , de 19 de setembro, com 55 visualizações de página.

DIÁRIO – Camilo Centeno tenta desqualificar greve , de 21 de setembro, com 50 visualizações de página.

JATENE – Cintra e a declaração do Senalba , de 11 de fevereiro de 2011, com 49 visualizações de página.

        Neste mesmo período, de 19 a 26 de setembro, também de acordo com o Blogger, foram as seguintes as origens dos acessos ao Blog do Barata:

Brasil -7.499 visualizações de página.

Alemanha595 visualizações de página.

Estados Unidos522 visualizações de página.

Rússia131 visualizações de página.

Indonésia123 visualizações de página.

Espanha 83 visualizações de página.

Ucrânia – 36 visualizações de página.

França – 32 visualizações de página.

China 18 visualizações de página.


Japão – 16 visualizações de página.

DIÁRIO – Vampiro Mãos de Tesoura

O morubixaba pronto para negociar


DIÁRIO – Grevistas aguardam resposta patronal

No seu oitavo dia, greve desafia intransigência dos Barbalho.
Alunos de jornalismo com grevistas: choque de realidade.

        Reivindicando melhores salários e condições de trabalho minimamente dignas, nesta sexta-feira, 27, a greve dos jornalistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, do grupo RBA, a Rede Brasil Amazônia de Comunicação - da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará -, chega ao oitavo dia. Nesta última quinta-feira, 26, via Sindicato dos Jornalistas, os grevistas apresentaram uma nova proposta, que inclui um piso salarial de R$ 1.700,00; tíquete-alimentação de R$ 253,25; estabilidade por 10 meses; e readmissão do repórter Leonardo Fernandes, demitido sem justa causa, em clara retaliação pela sua participação na articulação da paralisação. Ao mesmo tempo, também ontem, os jornalistas protocolaram um documento no Ministério Público do Trabalho, solicitando que este intermedie as negociações com a direção da RBA, diante da intransigência patronal.
        Para esta sexta-feira, a partir das 9 horas da manhã, os grevistas voltam a acampar diante do edifício-sede da RBA, até o final da tarde, repetindo o piquete dos últimos dias, além da interdição da pista da avenida Almirante Barroso que passa em frente ao prédio do grupo de comunicação dos Barbalho. Nesta última quinta-feira, eles se concentraram na elaboração da nova proposta apresentada à RBA e do documento solicitando que o Ministério Público do Trabalho intermedie as negociações com a empresa. Por isso, a mobilização cotidiana dos grevistas, em frente a RBA, ficou restrita ao período da manhã, com a participação dos jornalistas em uma aula especial ao ar livre, na calçada diante da RBA, para alunos do curso de jornalismo da UFPA, a Universidade Federal do Pará, acompanhados dos professores Pedro Loureiro de Bragança e Brenda Taketa. “A proposta de levar os estudantes, calouros em seu primeiro ano de universidade, para esta aula ao ar livre teve como objetivo orientá-los a observar com olhar crítico tudo o que está acontecendo, ir à rua pra ver de perto e conversar com pessoas, até porque mesmo com todas as tecnologias disponíveis, nada substitui a experiência de vivenciar os fatos. Eles ouviram pessoalmente relatos dos editores, repórteres, fotógrafos e todos os que estão envolvidos na causa”, explica Pedro Loureiro de Bragança, em seu blog, o Blog do Pedrox, acessado pelo link  http://pedrox.com.br/?p=3606 . A atividade com a participação dos alunos de jornalismo da UFPA também está na página mantida pelos grevistas no Facebook, cujo link é https://www.facebook.com/grevediarioedol?fref=ts .

        O dia dos grevistas, nesta última quinta-feira, foi arrematado com uma assembleia geral, no final da tarde, no SINTSEP/PA, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará, para avaliação do movimento. Iniciada às 6 horas da tarde, a reunião se estendeu até cerca das 10 horas da noite, com a definição da agenda de atividades para esta sexta-feira.

DIÁRIO – Piso de R$ 1.700 abre nova proposta

        Piso salarial no valor de R$ 1.700,00; estabilidade por 10 meses; e a readmissão do jornalista Leonardo Fernandes, demitido sem justa causa, em clara retaliação ao movimento. Estas são algumas das reivindicações dos jornalistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, em greve desde sexta-feira passada, 20, na proposta formalizada nesta última quinta-feira, 26.
        Em seguida, a transcrição, na íntegra da nova proposta dos grevistas à direção da RBA:

        Nova pauta de reivindicações dos jornalistas do Grupo RBA para constar no Acordo Coletivo 2013:

1.   Estabelecer um piso salarial no valor de R$ 1.700,00 para todos os jornalistas que trabalham no grupo RBA (jornal Diário do Pará, TV RBA e no Diário Online), lotados nas funções de repórter, repórter fotográfico, repórter cinematográfico, produtor, webjornalista, diagramador, ilustrador e multimídia. Seguindo a progressão a cada ano de trabalho efetivo, partindo da categoria A à categoria C;

2.   Acrescer ao piso salarial estabelecido para repórter categoria C, o percentual de 40% para definir os salários de editores da TV, do Diário do Pará e coordenadores do Diário Online;

3.   Equiparar os salários dos jornalistas do interior com os da capital do Estado;

4.   Implementação de um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), contemplando as categorias A, B e C para todas as funções, conforme item 1 desta pauta de reivindicações;

5.   Incluir uma proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) como forma de recompensa pela nossa participação nos lucros da empresa;

6.   Restabelecer o pagamento de biênio em percentuais de reajuste. Essa progressão salarial dos jornalistas, é importante para diferenciar o salário dos jornalistas novatos para os mais experientes, como política de incentivo profissional;

7.   Avaliar os dados do quadro funcional do Diário do Pará, da TV e do Diário Online nos últimos 12 meses, a fim de conhecer as reposições dos postos de trabalho (caso tenham ocorrido) ou se está havendo sobrecarga de atividades aos jornalistas e estagiários que trabalham na empresa;

8.   Instituir o tíquete-alimentação de R$ 253,25. Esta é a estimativa da cesta básica deste ano feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese;

        Além dos pontos supracitados, este Sindicato considera importante garantir algumas condicionantes para fecharmos de vez o acordo com a empresa:

        Reintegração ao quadro de funcionários da empresa do repórter Leonardo Fernandes, lotado no caderno “Você” do jornal Diário do Pará. Esta comissão de jornalistas considera que a demissão do funcionário é uma clara retaliação a nossa iniciativa de reivindicar melhorias salariais e em nossas condições de trabalho;

        Garantir de estabilidade no emprego por um período de dez meses, a todos os jornalistas que aderiram à greve; e


        Não desconto em folha dos dias não trabalhados.

DIÁRIO – Intransigência leva ao apelo ao MPT




        “Desde abril deste ano, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará vem tentando, incessantemente, fechar um acordo coletivo de trabalho com o grupo RBA. Porém, a velha intransigência da empresa, tida como a maior potência jornalística do estado, mas contraditoriamente, o pior salário que o jornalista recebe, insiste em se manter longe de um diálogo aberto com os trabalhadores.”
        Esta é a abertura do documento protocolado nesta última quinta-feira, 26, no qual os grevistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, via Sindicato dos Jornalistas, solicitam que o Ministério Público do Trabalho intermedie as negociações com a RBA, a Rede Brasil Amazônia de Comunicação, diante da intransigência da direção da empresa. A RBA é de propriedade da família do senador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, e se notabilizou por pagar salários aviltantes, traduzidos no piso salarial de R$ 1 mil, brutos, um dos mais baixos do Estado. Ao lado disso, os jornalistas em greve denunciam as condições de trabalho degradante, que incluem a relutância em assinar a carteira profissional de funcionários, horas extras nunca pagas, computadores e cadeiras sucateados e em quantidade insuficiente, e falta até mesmo de água potável na copa e de papel higiênico nos banheiros, dentre outras, de um vasto leque de mazelas.

        Em um primeiro momento, diante da deflagração da greve, sexta-feira passada, 20, a RBA acenou com um piso salarial de R$ 1.300,00, além de estabilidade por seis meses, mas rejeitou peremptoriamente a readmissão do jornalista Leonardo Fernandes, demitido sem justa causa, em clara retaliação ao movimento. A proposta foi verbalizada por Francisco Melo, diretor Financeiro da RBA e amigo pessoal, desde a juventude, do senador Jader Barbalho. Desde então, as contrapropostas da empresa variaram muito pouco, retroagindo em certos aspectos e sempre omitindo as eventuais previdências para superar as condições de trabalho degradantes denunciadas pelos jornalistas.

DIÁRIO – O pedido de intermediação

        Segue abaixo, na íntegra, a transcrição do documento protocolado no Ministério Público do Trabalho em nome dos jornalistas do Diário do Pará e do DOL, solicitando que MPT intermedie as negociações com a direção da empresa, diante da intransigência patronal:

        Desde abril deste ano, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará vem tentando, incessantemente, fechar um acordo coletivo de trabalho com o grupo RBA. Porém, a velha intransigência da empresa, tida como a maior potência jornalística do estado, mas, contraditoriamente, o pior salário que o jornalista recebe, insiste em se manter longe de um diálogo aberto com os trabalhadores.

        Esse comportamento reproduz a postura do grupo RBA, que desde o início da tentativa de negociação do acordo coletivo, em abril deste ano, insiste em esconder-se, esquivar-se, omitir-se, evitando, o diálogo com a categoria e, precisamente, a solução dos sérios impasses que permeiam aquele ambiente de trabalho.

        Na primeira conversa com o Sindicato - representado pela presidente Sheila Faro (que eles se negavam a receber), e com os jornalistas em greve - representado pelo trabalhador Eraldo Paulino, ocorrida dia 19 de setembro de 2013 (véspera da deflagração da greve), no auditório da sede do jornal Diário do Pará - a direção da empresa, representada pelo Diretor de Redação do Diário do Pará, Gerson Nogueira, da gerente de RH, Cléa Mendes, e do então advogado da empresa, apresentou a seguinte proposta:

1.   Instituir o piso salarial para os jornalistas que trabalham na empresa, independentemente da função que desempenha (conforme prevê Regulamentação Profissional de jornalista);

2.   Estabelecer o valor de R$ 1.200,00 para o piso, a partir de 1º de outubro de 2013;

3.   Criar uma comissão paritária, a fim de garantir a efetiva participação dos funcionários no processo de implementação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do grupo RBA;

4.   Adquirir coletes à prova de bala para as equipes da editoria de polícia;

5.   Adquirir EPI's (capas de chuva, botas e guarda-chuvas);

6.   Não contratar nenhum jornalista sem carteira assinada.

        No mesmo dia, a proposta da empresa foi levada para discussão com a categoria, que antes de deliberar, recebeu por telefone, o comunicado de que o valor do piso seria elevado para R$ 1.300,00. Diante da notícia, a categoria decidiu manter a greve, prevista para iniciar no dia seguinte, e deliberar em assembleia sobre a proposta apresentada.

        Vale ainda ressaltar, que a inclusão do piso no acordo não é uma luta de hoje. No entanto, constitui-se numa batalha difícil. Só estamos conseguindo avançar junto ao Diário do Pará graças à pressão dos trabalhadores. Somente com pleno conhecimento da greve aprovada em assembleia, com uma semana de antecedência à deflagração, é que a empresa dignou-se a receber o Sindicato, oferecendo o reajuste de R$ 1.000,00, brutos, para R$ 1.300,00.

        Na manhã do dia 20 de setembro, sexta-feira, durante manifestação em frente à TV, antes da deflagração da greve, a mesma comissão de representantes do Sinjor e dos trabalhadores conseguiu manter novo diálogo com a empresa, desta vez com o diretor Financeiro, Francisco Melo.

        Em conversa, no corredor da empresa, o diretor se comprometeu em intermediar a negociação e levar para discussão como corpo diretivo do grupo nova proposta, sugerida por ele, de elevar o piso salarial para R$ 1.500,00 e ainda garantir a manutenção no emprego dos jornalistas em greve por um período de seis meses.

        Pontualmente, às 12h, do dia 20 de setembro, foi deflagrada a greve dos jornalistas do jornal Diário do Pará, da TV RBA e do Diário Online. Reunidos em assembleia durante a manifestação, os trabalhadores decidiram aguarda a resposta da empresa sobre a conversa com o diretor Financeiro e reafirmaram o compromisso de buscar, por meio da negociação, o atendimento dos pleitos apresentados.

        Deste então, o silêncio foi a tônica da empresa, que permaneceu inerte e inoperante diante da repercussão nacional do movimento e dos insistentes pedidos de negociação feitos pelos grevistas. A manifestação dos jornalistas paraenses ganhou eco dentro e fora das redes sociais, atingindo o terceiro lugar nacional nas trenndingtopics (assuntos mais comentados) do twitter, com a hastag #jornalistavalemais, e o quinto lugar, com #negociabarbalho.

        Ontem, 25 de setembro, o movimento paredista chegou ao sexto dia. Atos públicos, com declarações contundentes de jornalistas que trabalharam e dos que ainda trabalham na empresa, deram a tônica para os dias de manifestação - todos no sentido de narrar os problemas e mazelas vividos pela categoria dentro do grupo e reiterando o pedido de uma mesa de negociação.

        Depois de seis dias, sem nenhum contato, sem termos oficialmente, nenhuma mesa de negociação, a empresa, por meio de seu advogado, procurou a presidente do Sinjor/PA e ofereceu o que eles chamaram de proposta. Ou seja, mantiveram o piso no valor de R$ 1.300,00; ofereceram um período de 30 dias para manutenção no emprego e desconto dos dias parados.

        Essa "proposta", por óbvio, não foi aceita pela categoria, que decidiu, em assembleia realizada na noite de ontem, 25 de setembro, na sede do Sindicato dos Jornalistas, manter a greve, encaminhar nova proposta ao grupo e oficiar o Ministério Público do Trabalho, pedindo imediata intermediação da negociação.

        Diante do exposto, vimos por meio deste, solicitar que este egrégio Ministério Público do Trabalho, intermedie a negociação entre os trabalhadores do Diário do Pará, da TV RBA e do Diário OnLine, em greve por culpa da empresa, que se mantém intransigente, por alegar que o movimento tem motivações "politiqueiras".

        Os jornalistas em greve lutam por seus direitos e mais dignidade dentro do ambiente de trabalho, porque amam a profissão que escolheram, e acreditam que mais valorizados impulsionarão o crescimento da empresa.


        O Sindicato aposta que o diálogo é a melhor opção para chegarmos ao consenso; por isso, acredita que somente por meio deste ilustre Parquet conseguirá o pronto atendimento de suas demandas.

DIÁRIO – Blá-blá-blá, com sofismas e balelas



        Sofismas e balelas, que ao fim e ao cabo traduzem a intransigência dos Barbalho nas negociações salariais e o menosprezo que dedicam aos seus jornalistas. Esta é a conclusão na qual fatalmente se desemboca, diante do comunicado enviado por e-mail, pela direção da RBA, a Rede Brasil Amazônia de Comunicação, aos seus jornalistas. No comunicado fica evidente a intenção de criminalizar a greve dos jornalistas do jornal Diário do Pará e do DOL, o Diário Online, a pretexto das escaramuças ocorridas a quando da deflagração da paralisação, sexta-feira passada, 20, entre seguranças recrutados pela empresa e grevistas. Escaramuças que incluíram a agressão de um dos seguranças a uma jornalista, diretora do sindicato da categoria, em incidente que não tomou proporções imprevisíveis devido a interferência de Francisco Melo, diretor Financeiro da RBA, notabilizado pelo temperamento cordato e reconhecido como um interlocutor afável e de credibilidade.
        Nada é dito, no comunicado, sobre o assédio moral aos grevistas e a agressão que representaram as declarações públicas feitas pelo diretor-geral geral da RBA, Camilo Centeno, e pelo diretor de redação do Diário do Pará, permeadas por inverdades, na tentativa de desqualificar a greve. Centeno vociferou que a paralisação teria motivações políticas, visando atingir o senador Jader Barbalho, omitindo a remuneração vil e as condições de trabalho degradantes sob as quais é mantida a maioria dos jornalistas da RBA. Gerson Nogueira foi mais longe, ao declarar, com um cinismo de corar anêmico, que a média salarial dos jornalistas do grupo de comunicação dos Barbalho seria superior a R$ 2.600,00, superior a de  Salvador e Recife. Ele acabou desmoralizado por jornalistas em greve, que fizeram exibir, na página sobre a paralisação mantida no Facebook (cujo link é https://www.facebook.com/grevediarioedol?fref=ts ) os seus contracheques, anexando os respectivos crachás, para não deixar dúvida sobre a autenticidade das provas.

        A balela, no limite da calúnia e injúria, tem sido uma prática recorrente entre os Barbalho e seus prepostos. A demissão sem justa causa do jovem repórter Leonardo Fernandes, por exemplo, é justificada a partir da versão segundo a qual o jornalista teria, supostamente, ofendido a família do senador Jader Barbalho. Leonardo Fernandes, um jornalista reconhecidamente competente e sério, desmente categoricamente a versão, que não tem amparo em nenhuma prova documental ou testemunhal. Posteriormente, foi alegado que a demissão do jornalista decorreria de sua postura supostamente desidiosa, versão sepultada pelos e-mails do diretor de redação do Diário do Pará, Gerson Nogueira, elogiando Leonardo Fernandes.