quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

BALANÇO - Ela baila. E nós dançamos.

COMPENSAÇÃO – As ironias da vida

Tocantins exporta para o Pará, enfim, algo de bom, com a escolha de dom Alberto Taveira Corrêa (foto) para arcebispo metropolitano de Belém. Ex-bispo auxiliar de Brasília, dom Alberto Taveira Corrêa foi o primeiro arcebispo metropolitano de Palmas, Tocantins.
Tocantins, convém recordar, foi o Estado de onde pinçaram Eutália Barbosa Rodrigues, a obscura secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. Eutália é descrita como uma pessoa arrogante e uma administradora inepta, cuja prioridade é fazer chapinha para alisar seus cabelos.
Com a escolha de dom Alberto Taveira Corrêa para arcebispo metropolitano de Belém constata-se que existe vida inteligente no Tocantins. Felizmente!

PETRALHAS - O poder por debaixo dos panos

"O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber "

FESTAS - Agradecimentos

Agradeço e retribuo, sinceramente sensibilizado, os votos de boas festas e de um feliz ano novo. E agradeço, em particular, as ternas palavras de estímulo de Cacá Carvalho e Walter Amoras.
De Cacá registro o generoso incentivo, que soa alentador:

“Barata,
“Você foi meu companheiro durante todo esse ano. Colocando um ponto de vista lúcido, sem rancores, das coisas, dos sustos que nos fazem passar os que comandam (sempre temporariamente) a ‘porta da Amazônia’. A distância aumenta a saudade e você ajuda a diminuir. Valeu ‘maninho’.
“Um ano melhor pra todos nós.
“Cacá Carvalho”

De Walter Amoras sublinho o generoso e revigorante estímulo, também perpetuado pelo poder de permanência da palavra escrita:

“Barata e Família, que no próximo ANO vc continue com muita SAÚDE e PAZ para continuar com a garra de um verdadeiro guerreiro no combate aos cínicos e corruptos que tanto infestam o poder político neste estado. A LUTA CONTINUA EM 2010, temos certeza.
“Walter Amoras e Família”

Registro ainda os votos de felicidades de Luciana Medeiros, do blog Holofote Virtual.

Obrigado, mas muito obrigado, mesmo. Sem esquecer, naturalmente, de desejar que neste, como nos novos anos que virão, possamos conseguir transformar em realidade os nossos sonhos de felicidades.

BISPO – Dom Alberto Taveira, o novo arcebispo

Segundo revelou em primeira mão a TV Nazaré, canal 30, logo no início de manhã desta quarta-feira, 30, dom Alberto Taveira Corrêa (foto) é o novo arcebispo metropolitano de Belém. Dom Alberto Taveira foi o primeiro arcebispo metropolitano de Palmas, Tocantins.
Em 20 de março deste ano, este blog antecipou - com exclusividade - que dom Alberto Taveira Corrêa figurava, ao lado de dom Dimas Barbosa e dom Walmor Oliveira Azevedo, dentre os favoritos para substituir o ex-arcebispo metropolitano de Belém, dom Orani João Tempesta, nomeado arcebispo do Rio de Janeiro.
Dom Alberto Taveira Corrêa já foi bispo auxiliar de Brasília, função na qual destacou-se por privilegiar a coordenação do Vicariato Sul da arquidiocese, além das diversas atividades de bispo auxiliar, especialmente as visitas pastorais, conselho Arquidiocesano de Pastoral e acompanhamento dos Seminários, Pastoral Vocacional, Comissão de Juventude, Pastoral Familiar e Campanha da Fraternidade. Desde a instalação da Rádio Nova Aliança, teve um programa diário “Palavra de vida eterna”, com o qual estabeleceu uma grande rede de contatos com os diversos segmentos da vida de Brasília.

BISPO – A notícia do blog

Segue, abaixo, a transcrição da postagem deste blog sobre os três nomes cotados para substituir dom Orani João Tempesta como arcebispo metropolitano de Belém, incluindo, em primeiro lugar, dom Alberto Taveira Corrêa. Sob o título “D. ORANI – Os nomes cotados para substituí-lo”, a postagem, datada de 20 de março deste ano, informava:
“Dom Alberto Taveira Corrêa, dom Dimas Barbosa e dom Walmor Oliveira Azevedo. Estes são os nomes que, segundo as especulações de bastidores, despontam como supostamente favoritos para substituir dom Orani João Tempesta, 58, como arcebispo metropolitano de Belém.
“Dom Orani João Tempesta foi nomeado arcebispo do Rio de Janeiro pelo papa Bento XVI. Ele substitui o cardeal Eusébio Oscar Scheid, que apresentou seu pedido de renúncia à Santa Sé, seguindo as normas do Direito Canônico, quando completou 75 anos, em dezembro de 2007. O cardeal Scheid estava à frente da arquidiocese do Rio de Janeiro desde 2001.”

BISPO – Um breve perfil do novo arcebispo

Segundo revela a Wiikipédia, a enciclopédia virtual livre, dom Alberto Taveira Corrêa nasceu em Nova Lima, Minas Gerais, a 26 de maio de 1950, filho de Alberto Corrêa e Maria da Conceição Taveira Corrêa. Em Nova Lima fez os estudos primários, concluídos em em 1960. Em 1961 entrou para o Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus. Ainda como seminarista da Arquidiocese de Belo Horizonte concluiu os cursos de Filosofia e Teologia na PUC-MG, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Dom Alberto Taveira Corrêa recebeu a ordenação sacerdotal no dia 15 de agosto de 1973 das mãos de Dom João Resende Costa, na Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Nova Lima, onde permaneceu como pároco até dezembro de 1977. De setembro de 1976 a abril de 1977, fez o Curso de Espiritualidade Sacerdotal do Movimento dos Focolares, em Roma.
De 1978 a 1984 foi reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte. Em 1985 foi nomeado pároco da Paróquia de São Geraldo e responsável pela comunidade dos diáconos da arquidiocese. Durante o ano de 1988 foi orientador do Seminário Menor São José. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral, coordenador da Pastoral Vocacional e dos Cursos de Canto Pastoral e da Comissão de Liturgia e professor de Liturgia da PUC-MG.
No dia 24 de abril de 1991, quando era pároco o do Senhor Bom Jesus de Bonfim e de Santo Antônio de Vargem Alegre e Vigário Forâneo da Forania São Caetano, foi nomeadobispo auxiliar de Brasília, sendo ordenado no dia 6 de julho de 1991, na cidade de Nova Lima (MG).
Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, especialmente as visitas pastorais, conselho Arquidiocesano de Pastoral e acompanhamento dos Seminários, Pastoral Vocacional, Comissão de Juventude, Pastoral Familiar e Campanha da Fraternidade. Desde a instalação da Rádio Nova Aliança, teve um programa diário “Palavra de vida eterna”, com o qual se estabeleceu uma grande rede de contatos com os diversos segmentos da vida de Brasília. A partir de 1991, tem acompanhado em nome da Arquidiocese de Brasília o Grupo Parlamentar Católico do Congresso Nacional. Por mandato da foi indicado Bispo Assistente Nacional para a Renovação Carismática Católica, permanecendo até 2000. Foi membro da Comissão Episcopal de Vocações e Ministérios do CELAM, o Conselho Episcopal Latino-Americano.
No dia 27 de março de 1996 o papa João Paulo II criou a Arquidiocese de Palmas e a Província Eclesiástica. Dom Alberto foi nomeado primeiro arcebispo metropolitano de Palmas.
Nesta quarta-feira, 30 de dezembro de 2009, o papa Bento XVI o nomeou como arcebispo da Arquidiocese de Belém.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BLOG – Problema técnico impede atualização

Como os demais blogs sob o domínio blogspot.com, este blog também ficou fora do ar desde quinta-feira, 24, com breves hiatos, geralmente registrados durante a madrugada. O problema ocorreu no final da noite de quarta-feira, 23, e perdurou até este último domingo, 27, na presunção de que, enfim, tenha sido superado.
Somente em torno de 1 hora da madrugada desta segunda-feira, 28, foi possível acessar o blog, atualizá-lo e publicar os comentários sobre postagens feitas.
Com a explicação aos internautas que acessam este blog, aproveito para pedir-lhes desculpas, diante da ausência compulsória, determinada pelos problemas técnicos no blogspot.com . De resto, convém aguardar a manhã desta segunda-feira, 28, quando então saberemos se o problema foi de fato superado.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FESTAS - Feliz Natal. Para todos nós



Paz, saúde, sucesso e prosperidade. Para todos.
É o que deseja este blog, neste Natal, na expectativa
de que possamos substituir a pressa pela
serenidade, o impulso pela reflexão, a ambição pela
generosidade . E, assim, jamais tomarmos
como impossível o que é, apenas e tão-somente,
improvável. Afinal, como sublinhou Nelson
Rodrigues, o sonho faz quarto ao sono.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O NEFASTO - Fidelidade ao passado

O falsário de ontem, transformado no
repulsivo farsante do presente.

AJAX D’OLIVEIRA – As condolências à família

O blog expressa suas condolência à família do ex-prefeito de Belém Ajax D’Oliveira, que faleceu na noite de terça-feira, 22, aos 84 anos, após permanecer quase um mês internado e em coma induzido. Ele foi internado na esteira de complicações decorrentes de diabetes.
A despeito de fazer carreira política sob a égide do regime militar, Ajax D’Oliveira se notabilizou, em especial, pela bonomia e pela probidade. Nesse aspecto, serviu de paradigma para todos aqueles que cultivam a convicção de que a política é, sim, a arte da concessão, mas nem por isso dispensa a dignidade.
Que o ex-prefeito de Belém descanse em paz. E que seu exemplo de dignidade prospere neste sofrido Pará, tão carente de lideranças com preocupações éticas.

DUDU – O caos no trânsito da maltratada Belém

A travessa 14 de Abril, entre as avenidas Magalhães Barata e Governador José Malcher, foi palco no final da manhã desta quarta-feira, 23, de uma cena emblemática do caos que também tomou conta do trânsito de Belém, no rastro da inépcia administrativa do prefeito Duciomar Costa (PTB), Dudu, O Nefasto.
Às 11 horas, precisamente às 11 horas, quando é intenso o tráfego de veículos naquele perímetro da 14 de Abril, um caminhão da Cerpa, chapa JTY-5543, simplesmente estacionou em fila dupla, ocupando metade da pista de rolamento, para descarregar a encomenda feita pela cervejaria Caverna Clube, a antiga Liverpool.
A Cerpa, recorde-se, vem a ser a cervejaria predileta da tucanalha e foi flagrada pelo Ministério Público Federal operando um poderoso caixa dois. Tratava-se de um propinoduto que abastecia a corrupção dos sucessivos governos do PSDB no Pará.

DUDU – Indignação diante do desleixo

O prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), Dudu, O Nefasto, é, decididamente, uma unanimidade. Não faltam críticos e críticas ácidas diante de sua inépcia administrativa, responsável pelo criminoso sucateamento da saúde, o abandono da educação e o desleixo para com um mínimo de limpeza da cidade. Como, aliás, evidencia o indignado protesto do internauta anônimo, que abaixo transcrevo.

“O cinismo desse prefeito, o Nefasto, é impressionante. Se você andar por qualquer rua, avenida, praça, qualquer logradouro, vc vai encontrar lixo, não é o lixo do dia, é lixo acumulado, de vários dias/semanas/meses, é por isso que a nossa população adoece tanto.
“Ou vc joga os entulhos em um canto da sua rua, ou contrata o homen do carrinho de mão para levá-lo, para descarregar sabe lá aonde. Se vc joga no meio da rua, a prefeitura jamais recolhe, fica aí a Deus dará.
“O que mais está me incomodando - é que estamos vivendo harmônicamente com isso, estamos achando normal viver na sujeira, estamos calados,surdos, mudos e loucos de permitir a continuidade dessa situação.
“O pior de tudo é ver que a imprensa e o TRE na figura do seu presidente, defendem o salafrário.O MPE então, se finge de morto.
Se vc tiver a graça de vê um gari varrendo uma rua(figura em extinção), vc pode confirmar que é o padrão limpeza do Nefasto. Somente as folhas são varridas/coletadas, outros tipos de lixo, não são varridos/coletados.
“Quero chamar a atenção, dos cidadãos desta cidade de Belém: conscientizarmo-nos e façamos nossa parte, que é não jogar e não deixar ninguém jogar lixo nas nossas ruas. Vamos cuidar da nossa cidade, tão maltratada.”

DUDU – Procura-se

DUDU – Internauta denuncia a balela do Nefasto

Pela sua relevância, pinço o comentário de internauta anônimo, que critica uma das mais recentes lambanças do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), Dudu, O Nefasto.

“A propósito, durante a entrevista ao Jornal Liberal 1ª Edição, em 22.12.2009, o Duciomar se permitiu criticar duramente a população de Belém por jogar lixo nas ruas. Chegou a chamar isso de "um grave problema cultural"; que a coleta seletiva foi tentada, mas é inviável em Belém.

“Duciomar falou como se a sua administração municipal tivesse planejado e executado todas as ações públicas estratégicas para o tratamento do problema. Não isso nunca ocorreu! desde o início estamos assistindo um prefeito largar os problemas de Belém nas mãos de lobbistas e empresários que so visam faturamentos estratosféricos em troca de serviços modestíssimos.

“Quando critivou aquela família que trocou o sofá velho da sala com o dinheiro que entrou no décimo terçeiro salário, e depois o atirou numa calçada, Duciomar comete um flagrante cinismo de dizer em público que é possível para esta mesma família, contratar os serviços de um caminhão coletor de entulhos (que cobra no mínimo a carrada fechada de 6 metros cúbicos) somente para levar aquele sofá velho. Deveria saber que o frete em si já é mais caro que o sofá novo parcelado na loja.

“A prefeitura de Belém, ao se eximir da responsabilidade de recolher pequenos volumes de entulho - principalmente móveis velhos e cupinizados, pias e privadas rachadas, tábuas de passar ferro retorcidas, eletrodomésticos inservíveis, etc, criou a figura do "homem do carrinho de mão que leva o pequeno entulho da casa até o lixão mais próximo", que pode ser um terreno baldio, um canal, uma calçada correspondente a um enderêço desabitado, etc.

“Não estamos diante de um problema cultural, mas de um problema de gestão municipal.”

FESTAS – O blog agradece e retribui

Lisonjeado pela lembrança, agradeço e retribuo os votos de boas festas do advogado e jornalista Guilherme Barra e família. Um dos mais competentes jornalistas de sua geração, é impossível falar da história recente do jornalismo paraense sem mencionar o nome do mestre Barra que, dentre outros méritos, muito contribuiu para pavimentar o caminho que fez o Diário do Pará decolar e superar em vendagem seu concorrente direto, O Liberal.
Mas mestre Barra não é apenas e tão-somente um profissional de competência, experiência e probidade consensualmente reconhecidas. Trata-se também de um ser humano da melhor qualidade. Um homem de princípios, como raramente se vê hoje em dia. Por isso é uma daquelas amizades que me bastam e me honram.
Felicidades, mestre Barra, é o que sinceramente lhe desejo, no Natal, no novo ano e sempre, em votos naturalmente extensivos aos seus e a todos que lhe são caros.

DESGOVERNO - Nova ave de rapina

DESGOVERNO – Denúncia sobre suposto calote

Segundo denúncia feita a este blog, 2009 está chegando ao fim e desde o mês de abril a Escola de Governo do Pará não paga os profissionais contratados para atuar como instrutores da regionalização. O autor da denúncia é um internauta que se identifica como profissional liberal, salienta não ser filiado a nenhum partido político e relata ter sido contratado para ministrar um curso no interior, mas que continua à espera do pagamento.
A Escola de Governo tem como atual diretor Divino dos Santos (foto), cuja escolaridade não ultrapassa o ensino fundamental. Ele é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, aquela do autoproclamado bispo Edir Macedo, um milionário acusado de formação de quadrilha pelo Ministério Público de São Paulo. De origem humilde, Edir Macedo – proprietário da Rede Record de Televisão - se notabilizou por ostentar uma evolução patrimonial aparentemente inexplicável, que coincide com a disseminação da Igreja Universal.

DESGOVERNO – A parceria com Ana Júlia Carepa

Em troca da nomeação de Divino dos Santos como diretor geral da Escola de Governo, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) (foto)supostamente obteve o apoio do PRB, o Partido Republicano Brasileiro, para a sua campanha de reeleição, em 2010. O PRB, recorde-se, é o braço político-partidário da Igreja Universal no Pará.
Aboletado na Escola de Governo, Divino dos Santos promoveu uma razia, alijando servidores de carreira dos cargos comissionados, hoje monopolizados por obreiros da Igreja Universal sem a menor qualificação para o exercício das funções que lhe foram atribuídas. Movido pela ambição dos arrivistas, Divino dos Santos acalentaria o desejo de sair candidato à Câmara Federal, nas eleições de 2010.

DESGOVERNO – A cronologia da insensatez

Os mandos e desmandos de Divino dos Santos e sua claque pontuam a atual administração desde que o pastor da Igreja Universal desembarcou na EGPA, a Escola de Governo do Pará. Isso é o que evidencia o relato de uma fonte do blog, que fez um retrospecto cronológico das lambanças de Divino, que em seguida reproduzo.

27/02/09 – Divino dos Santos é nomeado como assessor especial I. Surpresos? Ele estava se locupletando da gestão petista desde o início do ano. Nunca “bateu ponto” na Casa Civil ou em órgão algum.

09/06/09 – “José” Divino dos Santos é nomeado como Diretor da EGPA. O desastre já começou pela sua nomeação, quando inseriram um “José” que nunca existiu em seu nome. Erro este que nunca foi corrigido.

Assumindo a EGPA , o novo diretor sequer fez uma reunião com os servidores para se apresentar e mostrar sua equipe, depois descobriu-se que ele não tinha equipe e que estava fazendo seleção de currículos para preencher cargos. O problema foram os selecionados. Quanto mais ignorantes, melhor!

Cobrar pelo estacionamento da EGPA foi a primeira aberração. Sem saber que o prédio é patrimônio público e como tal a sua exploração financeira deve ser regulamentada, o pastor de ovelhas negras achava que poderia colocar sua sacolinha do dízimo pra funcionar desde a entrada da EGPA. Sua idéia obviamente não vingou!

Posteriormente, à mercê da crise financeira pela qual passa a EGPA, o "seu" Divino resolveu mudar toda a mobília do gabinete por uma moderna e que atendesse mais aos seus delírios luxuosos típicos de palácios da Universal. Outra bola fora!

26/06/09 – Sérgio Santarém recebe diárias para o município de Bragança com intuito de participar do fórum paraense de carangueiro-uçá. Ficaram apenas as “???????????????” para tal justificativa de diária.

30/06/09 – Começam os desmandos, nomeação de dois coordenadores para o mesmo setor, o setor de logística, que lida com patrimônio, contratos, manutenção predial e outros, é o desmanche da estrutura organizacional, sendo que um desses coordenadores nem o ensino médio completo tem. É a incompetência reinando!

03/07/09 – Desatino total. Diversos servidores, entre efetivos e apenas comissionados, são exonerados dos cargos de confiança, sem critérios, sem ética, sem repasse de serviço, praticamente sem avisá-los. Foram simplesmente exonerados e substituídos por outros com desconhecimento total de gestão pública.

E no decorrer do mês foi assim, exonera uns, põe outros, esses outros sem qualificação profissional nenhuma que justificasse o salário recebido. Pessoas que jamais haviam trabalhado na administração pública, pessoas que nem de confiança são, pessoas que no currículo consta como ápice da experiência profissional “vendedor de jóia e bijuteria”. Nada contra; contudo, gestão pública é coisa séria.

09/07/09 – O pastor percebeu que apesar da EGPA não ser o paraíso esperado, muito ele poderia aproveitar para sua propaganda política usando dinheiro público. Descobriu que existia um programa na EGPA chamado Regionalização que lhe seria muito útil e lá foi ele pra Bragança encerrar cursos, coisa que até então nenhum diretor fazia, não por descaso, mas porque não há necessidade, só mais consumo de combustível, mais gastos com diárias.

29/07/09 – Altamira foi o alvo seguinte. Vendo que seria muito proveitoso, Divino e agora seu comparsa Sérgio Blá Blá, se revelaram muito interessados na regionalização e lá foram, sem necessidade alguma, para Altamira, passagem de avião e mais diárias pras “cucuias”.

15/08/09 – Divino, aproveitando de toda “mamata” que ser gestor de um órgão público lhe dá, viaja pra São Paulo, justificando que iria realizar visita técnica a Fundação do Desenvolvimento Administrativo e a Escola de Governo do Estado de São Paulo, e que para isto precisava ficar uma semana lá. Ficou de 15 a 21 de agosto. Que vida boa!!!

Mês de setembro, novas exonerações. Uma que chamou bastante atenção foi a exoneração de um servidor efetivo de estreitas ligações com o PT, que inclusive ficou responsável pela transição PSDB-PT. A EGPA definitivamente não é mais do Partido dos Trabalhadores e nem seus atuais gestores têm compromisso com o PT!

Continuando, logo depois exoneram a gerente do programa de qualificação, uma servidora de carreira, desmantelando de vez a equipe técnica da EGPA e, o que é pior, da área finalística. O que causou uma verdadeira revolta em vários servidores, fazendo com que surgisse um Divino ditador: pra se reunir precisa pedir!

08/09/09 – Nova viagem pra São Paulo, nova visita institucional à Fundação do Desenvolvimento Administrativo/FUNDAP. Qual o retorno dessas viagens para EGPA???

18/09/09 – Uma dispensa de licitação para lá de suspeita, reforça os desatinos Divinos.

07/10/09 – O desatino continua. Divino exonera mais um servidor efetivo que há tempos ocupava cargo de confiança, para nomear obreiro que não sabe trabalhar. Setor de licitação desmontado.

09/10/09 – Divino agora quer conhecer a cidade maravilhosa. Por que não fazer um pouco turismo? A crise já passou mesmo! A EGPA não deve ninguém! Sua justificativa para ir ao Rio de Janeiro não poderia ser mais “chula”: “buscar novas parcerias para EGPA”.

BENGSTON – Cinismo capaz de corar anêmico 1

Se não for coisa de parente, é marmota de beneficiário das supostas tramóias, ou então trata-se de uma manifestação despudoradamente servil, de algum áulico incorrigível. Essa é fatalmente a conclusão na qual se desemboca, diante do comentário anônimo que pretende vitimizar o ex-deputado federal do PTB Josué Bengston (à dir., na foto, ao lado de Martinho Carmona), que renunciou ao mandato e desistiu de disputar a reeleição, em 2006, no rastro do escândalo da máfia dos sanguessugas, um esquema de venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras.
Bengston, recorde-se novamente, é pastor e fundador no Pará da Igreja do Evangelho Quadrangular, suspeita de valer-se da mercantilização da fé para pavimentar a prosperidade de seus líderes, dentre os quais o deputado estadual Martinho Carmona (PMDB). Ex-PSDB e ex-PDT, Carmona, que também é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, é tido como um parlamentar de pouco pudor ético. Bengston é acusado pelo Ministério Público Federal de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

BENGSTON – Cinismo capaz de corar anêmico 2

“Não há provas! E ninguém, nem você, Barata, tem o direito de acusar como está acusando. Provem que eu passo a acreditar”, dispara o autor anônimo do comentário, exibindo um cinismo de contornos inequivocamente patológicos, na defesa de Josué Bengston.
A concluir da lambança, que emblematicamente é perpetrada no anonimato, mentem todos – o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a grande imprensa nacional e até o blog! Josué Bengston é apenas um cidadão de reputação ilibada, vítima de uma torpe perseguição, segundo a ilação sugerida pelo comentário em defesa do pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular.
Então, tá!

DONA DICA – Ruma inaugura exposição

Está confirmada para esta quarta-feira, 23, às 16 horas,
a inauguração da exposição Recortes, do artista plástico
paraense Ruma, na Dona Dica, Cheiros e Sabores, a loja 2
do Feliz Luzitânia, casario da rua Padre Champagnat,
ao lado do Museu de Arte Sacra, antiga igreja
de Santo Alexandre, na Cidade Velha.
A mostra, que reúne trabalhos feitos com recortes de
madeira e papel, deverá se estender até
31 de janeiro de2010, permanecendo aberta
à visitação pública sempre de quarta-feira
a domingo, das 16 às 22 horas.

ELF – Presente com arte

Para quem ainda não decidiu o que comprar
um presente de Natal e deseja uma opção original,
que tal presentear com uma obra de arte?
Neste caso, a dica é visitar a exposição
Arte de Presentear, na Elf, a galeria que fica
na passagem Bolonha, 60, em Nazaré. A coletiva inclui
pinturas de Décio Soncini e Tadeu Lobato; desenhos de
Marinaldo Santos, Marcelo Lobato, Pedro Morbach,
Sergio Neiva, Sergio Bastos, dentre outros;
xilogravuras de Elieni Tenório; fotografias
de Paulo Santos e Paulo Jares.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O NEFASTO - A praga que maltrata Belém

DUDU – O desabafo diante do abandono de Belém

Recebi e publico, com o destaque que o tema merece, o desabafo do internauta, diante da inépcia administrativa do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), Dudu, O Nefasto (foto):

“Caros,
“Temos que brigar é com o Nefasto, afastá-lo da nossa cidade. Vamos rezar/orar? porque só nos resta isso. a Justiça eleitoral está se lixando para nós...
“Amigos, a João Paulo II está tomada de lixo e mato, as plantas estão todas mortas, as lixeiras sem fundo, e animais mortos no canteiro central.Estou citando ela, porque é lá que eu moro. E a rua que vc mora como está?
“Nós também podemos fazer a nossa parte - não jogando lixo nas ruas,recolher as fezes dos nossos animais, qdo com eles for passear.
Sabem o que eu encontro todos os dias nessa rua: copos,pratos descartáveis, sacos de plãstico, pias, vasos e assentos sanitários, lençóis velhos, restos de comida, colchão velho, animais mortos(o bicho vira pó e a prefeitura não recolhe), e muitas outras coisas..
“Além de não cobrarmos, ainda estamos ajudando o Nefasto a deixar a cidade mais suja, mais feia e mais fedida, então, é lógico ele pensar, que ‘bem’ ele está fazendo a Belém.
Será que é verdade o ditado ‘CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE’?”

ALEPA – O perigoso atalho da meia-verdade

Pior do que a mentira é a meia-verdade, porque seu objetivo é obscurecer os fatos, a pretexto de esclarecê-los.
A reflexão vem a propósito da tentativa do deputado Márcio Miranda, líder do DEM na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, de pretender desqualificar a revelação, feita por este blog, de que pretendeu furar a fila do elevador do Palácio Cabanagem, alegando sua condição de parlamentar, sendo por isso admoestado por um anônimo circunstante. Uma revelação corroborada por duas fontes do blog, distintas entre si, e posteriormente endossada por uma das duas servidoras que se encontravam na frente do líder do DEM, na fila de espera do elevador.

ALEPA – Testemunha confirma revelação

O blog garantiu ao deputado Márcio Miranda, como é praxe, o direito de resposta E veiculou a versão do líder do DEM, desmentindo a revelação feita.
Mas, ao mesmo tempo, este blog reiterou a denúncia feita, após consultar duas de suas fontes. As quais, diga-se, somou-se posteriormente o depoimento de uma das duas servidoras que se encontravam à frente do parlamentar, à espera do elevador.
Essa nova testemunha confirmou que o líder do DEM mencionou, sim, sua condição de parlamentar, sugerindo que teria prioridade, pela condição de deputado.

ALEPA – Retificações periféricas

Essa nova testemunha confirma, enfaticamente, a tentativa de carteiraço do líder do DEM, apesar de fazer retificações periféricas.
No relato dessa terceira testemunha, o deputado Márcio Miranda não chegou a vociferar sua condição de parlamentar, como foi descrito inicialmente. “Mas que ele tentou fazer valer sua condição de deputado, para furar a fila, isso tentou!”, declarou, ao blog, essa nova testemunha, de acordo com a qual o deputado mencionou sua condição de parlamentar, ao se ver preterido, diante do limite de lotação do elevador. A nova testemunha também faz outra retificação: o homem que admoestou o líder do DEM não chegava a ser idoso, embora aparentemente em idade já outonal.

ALEPA – O respeito ao direito de resposta

O blog volta ao tema não pela arrogância de quem pretende impor sua versão, mas diante da insolência de comentários, que trazem as inconfundíveis digitais dos áulicos. É tradição do blog cultivar o contraditório e assumir, com humildade e sem nenhum melindre, seus eventuais equívocos.
O que não faz parte da tradição do blog é o compadrio com os poderosos de plantão e seus cúmplices. E nem a covardia diante da torpe tentativa de intimidação, inclusive dos que se valem de ações judiciais não para repor a verdade dos fatos, mas para promover litigâncias de má-fé, cuja finalidade precípua é cercear o exercício da liberdade de expressão, valendo-se da banda podre do Judiciário.

ALEPA – O nhenhenhém dos áulicos

Sobre o nhenhenhém que se sucedeu, na forma de comentários anônimos, mas com as claras digitais dos áulicos, não há como levar em consideração.
Aventar uma acareação, que implicaria em exigir que este blog viesse a quebrar o sigilo da fonte, que é uma garantia constitucional, fica no limite que separa a estultícia da má-fé pura e simples. Como inexiste político ingênuo, mas tão-somente chucro, o que não creio que seja o caso do deputado Márcio Miranda, este certamente sabe que acareação é idéia de jerico, que não pode ser levada a sério, nas circunstâncias tratadas. Tanto quanto, diga-se também, a idéia de ouvir o ascensorista, obviamente frágil demais, na sua relação com os parlamentares, para se opor a estes e ficar exposto a retaliações de conseqüências fatalmente devastadoras para um humilde servidor público.

ALEPA – A bravata dos canalhas

Sobre os comentários anônimos, contendo ameaças veladas, a pretexto do imbróglio envolvendo o líder do DEM, a mim soam a bravatas. E bravatas, como bem sabemos, são próprias de covardes, com os quais não vale a pena perder tempo, sejam eles fardados, ou não.
Não dá, mas não dá, mesmo, para levar a sério alguém que, de tão covarde, de tão biltre, precisa se refugiar no anonimato para vociferar ameaças e perpetrar sua ignomínias.
De resto, é pouco santo para muita reza prolongar essa querela.

FESTAS – O blog agradece e retribui

Agradeço e retribuo os votos de boas festas da Elf, a galeria de arte, e da jornalista Meg Barros.

DONA DICA – A nova exposição de Ruma

Está confirmada para esta quarta-feira, 23, às 16 horas,
a inauguração da exposição Recortes, do artista plástico
paraense Ruma, na Dona Dica, Cheiros e Sabores, a loja 2
do Feliz Luzitânia, casario da rua Padre Champagnat,
ao lado do Museu de Arte Sacra, antiga igreja
de Santo Alexandre, na Cidade Velha.
A mostra, que reúne trabalhos feitos com recortes de
madeira e papel, deverá se estender até
31 de janeiro de2010, permanecendo aberta
à visitação pública sempre de quarta-feira
a domingo, das 16 às 22 horas.

DONA DICA – Perfil do artista

Em um perfil pinçado da internet, sobre Ruma é dito que ele nasceu em Belém do Pará, no dia 26 de janeiro de 1956. Formado em Arquitetura pela UFPA, a Universidade Federal do Pará, pós-graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, através da parceria entre a FGV e o grupo educacional Ideal, de Belém do Pará. Cursou a Escola de Artes Visuais no Parque Lage, Rio de Janeiro-RJ. Participa, desde 1979, de Salões e coletivas no Brasil (Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas) e exterior (Portugal e Alemanha), incluindo o Projeto Macunaíma FUNARTE/RJ e Evidências, na Kunsthaus, Wiesbaden-Alemanha.
Dentre os prêmios conquistados por Ruma se incluem de Aquisição no V Salão da Ferrovia, Rio de Janeiro (1987); no XII e no XXV Salão Arte Pará (1993 e 2006) e no V Salão de Pequenos Formatos da Unama, a Universidade da Amazônia (1999); e Grande Prêmio no X Salão Unama de Pequenos Formatos (2004). Desde 2004 ele participa desde 2004 do Calendário da Fundação Ipiranga/Gráfica Alves. Tem obras em acervos públicos e privados no Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Eventualmente, ministra oficinas de arte. Também é ilustrador.

DONA DICA – O depoimento de Ruma

Sobre Recortes, sua nova exposição, Ruma define a mostra como “bem modesta, mas muito legal”. “Vale a pena ir conferir pelo trabalho que escolhi com todo carinho para mostrar, como também pelo lugar que é muito especial em termos de sabores regionais”, assinala o artista.
Dona Jurídica que me desculpe, mas lá (no Dona Dica) eu provei o mais delicioso tacacá dos últimos tempos e um inédito suco de jambo”, acrescenta. “Estou aguardando visitas”, arremata.

ELF – Um presente com arte

Para quem ainda não decidiu o que comprar
para o amigo secreto e deseja uma opção original,
que tal presentear com uma obra de arte?
Neste caso, a dica é visitar a exposição
Arte de Presentear, na Elf, a galeria que fica
na passagem Bolonha, 60, em Nazaré. A coletiva inclui
pinturas de Décio Soncini e Tadeu Lobato; desenhos de
Marinaldo Santos, Marcelo Lobato, Pedro Morbach,
Sergio Neiva, Sergio Bastos, dentre outros;
xilogravuras de Elieni Tenório; fotografias
de Paulo Santos e Paulo Jares.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

(IN)SEGURANÇA - A banalização do crime

FESTAS – O blog agradece e retribui

Agradeço e retribuo, sinceramente sensibilizado, os votos de feliz Natal e Ano Novo de Liberato Barroso e família.
Agradeço também a mensagem, com votos de boas festas, da Executiva estadual do PT.

(IN)SEGURANÇA – Arrastão no Pátio Belém

Inexiste registro do episódio na grande imprensa, mas não há como silenciar sobre o relato, diante da gravidade da denúncia.
Internauta relata ter testemunhado, na noite deste último domingo, 20, uma correria generalizada no Pátio Belém, ex-Iguatemi, o shopping da avenida Padre Eutíquio, diante de uma suposta tentativa de arrastão.
De acordo com a internauta, diante do alarme sobre a suposta tentativa de arrastão, os consumidores que se encontravam no shopping iniciaram, em pânico, uma correria em massa, buscando abrigo no estacionamento do Pátio Belém ou fugindo em direção à entrada principal.
Algum tempo depois, acrescenta o relato do internauta, o serviço de som do shopping tratou de tranqüilizar os clientes, informando que a situação já estava “sob controle”.

UFPA – Uma operação incomum

Recebo e transcrevo o depoimento de Haroldo Beleixe, feito ao blog na forma de comentário. Beleixe é artista plástico e professor da UFPA, a Universidade Federal do Pará.

“Segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
“UFPA: atividade suspeita na beira do rio.
“Quarta-feira da semana passada, dia 16, ao chegar para sua aula matutina no Ateliê de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará, o professor José Maria Coelho Bassalo deparou-se com um caminhão incomum em operação na margem do rio Guamá e o fotografou.
“A logomarca na porta do veículo é de uma empresa que lida com limpeza de fossas, desentupimento de esgotos e abastecimento de água — assim demonstra o equipamento combinado de hidrojateamento e sucção a vácuo.
“Esquisito um automóvel pesado estacionar em área limítrofe à interditada ao tráfego — há risco de erosão a partir das cancelas — sem que a segurança do Campus questionasse tal atitude.
“A pergunta do Bassa continua no ar: ‘Estavam eles jogando cocô no Guamá ou captando a água do rio?’.
“Mas logo ali, com tanta beira privada!”

IMPRENSA – Recordando a lição da história

“A morte da liberdade sempre começa com a censura à imprensa.”

De Lucia Hippolito, cientista política e historiadora, que é também jornalista, comentando a decisão do STF, o Supremo Tribunal Federal, que legitimou a censura ao jornal O Estado de S. Paulo. Não sem antes relembrar o que declara textualmente o § 2º do Art. 220 da Constituição brasileira: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

COPENHAGUE – O Brasil e o desastre chamado Dilma

Relato da jornalista Miriam Leitão sobre a participação do Brasil na conferência de Copenhague sobre o meio ambiente. “A Conferência do Clima e a competição eleitoral fizeram a posição do Brasil se mover na direção certa. Há três meses, o Brasil tinha um discurso velho. Hoje, tem metas e um caminho. Um erro foi nomear a ministra Dilma como chefe da delegação. Sem ter nada a ver com coisa alguma, ela se apagou na negociação”, assinala a jornalista em sua coluna na versão online do jornal O Globo, em comentário abaixo reproduzido.


Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel

Coluna no Globo

O velho e o novo

A COP-15 não mudou o mundo, mas mudou o Brasil. A Conferência do Clima e a competição eleitoral fizeram a posição do Brasil se mover na direção certa. Há três meses, o Brasil tinha um discurso velho. Hoje, tem metas e um caminho. Um erro foi nomear a ministra Dilma como chefe da delegação. Sem ter nada a ver com coisa alguma, ela se apagou na negociação.
COP não é palanque. Aqui, em Copenhague, travou-se uma batalha de sutilezas escorregadias, de detalhes técnicos complexos, de linguagem cifrada. Numa situação assim, é fundamental conhecer o terreno, a técnica e o tema. Dilma Rousseff é recém- chegada à questão climática. Na verdade, seu histórico é hostil à causa que motiva todo esse esforço. Ao ser escolhida, ela imprimiu à atuação brasileira um amadorismo insensato. Além disso, neutralizou alguns dos nossos mais bem treinados negociadores.
O patético final da Conferência deixou a confusão brasileira mais aparente. Todo mundo foi saindo, e o ministro Carlos Minc assumiu a negociação, apesar de ter sido expressamente afastado de outras etapas das conversas e destratado pela ministra Dilma na primeira entrevista em Copenhague. Foi Carlos Minc que tirou o Brasil da envelhecida posição de se negar a assumir compromissos de redução da emissão. E foi apenas por ter mudado sua posição que o Brasil não chegou a Copenhague em situação constrangedora.
Na noite da última sexta, no fim da Conferência, um dos remanescentes da equipe brasileira era o embaixador especial do Clima Sérgio Serra. Apesar do título do seu cargo, Serra para entrar na salas das conversas precisava do crachá deixado por Marco Aurélio Garcia, outro que não se sabe o que fazia em Copenhague.
Na noite da negociação entre os 25 chefes de Estado, de quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, veterano de COPs, subiu o elevador do hotel onde estava hospedado com rosto de desconsolo, depois de admitir a jornalistas que não sabia o que estava acontecendo. Celso Amorim foi, entre outras reuniões, o grande negociador de Bali, onde, junto com a então ministra Marina Silva, trabalhou na negociação do Mapa do Caminho.
Na noite do Bella Center, o presidente Lula foi para uma reunião dos chefes de Estado sem Amorim e sem o embaixador Luiz Alberto Figueiredo. Os dois têm experiência, são profissionais treinados.
Quando Dilma Rousseff chegou a Copenhague, Figueiredo teve que acompanhar a ministra em reuniões que não tinham nada a ver com o andamento da negociação. Visivelmente constrangido.
Dilma, nos primeiros dias, se dedicou a atividades políticas para a delegação brasileira, que tinha o extravagante número de 700 pessoas. Fez discursos políticos para os aplausos dos áulicos em que confundia conceitos elementares do mundo climático, ou tropeçava nos atos falhos. A atividade formal à qual tinha que ter ido era a abertura oficial do segmento ministerial. Ela era a $brasileira nesse segmento. Na hora da reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, o príncipe Charles e a Nobel Wangari Maathai, Dilma convocou uma coletiva, na qual se dedicou a criticar a proposta feita pela senadora Marina Silva e pelo governador José Serra, seus prováveis competidores nas eleições de 2010. Aliás, a proposta de doação brasileira para um fundo foi defendida depois pelo próprio presidente da República.
Houve momentos constrangedores. Quando chegou à primeira reunião, para ser informada do que estava acontecendo na negociação cuja chefia ela iria assumir, a pergunta feita por Dilma Rousseff foi:
— Qual é a agenda da Marina e do Serra?
De Copenhague, também ela se mobilizou para adiar a votação de um projeto que poderia desafinar com o discurso feito pelo Brasil aqui. Era o projeto chamado "Floresta Zero". Outro foi aprovado com o apoio e mobilização da base parlamentar, o que reduziu os poderes do Ibama e deixou aos estados o poder de decisão sobre a reserva legal.
O governo brasileiro começou a mudar tão recentemente que os sinais da velha forma de pensar estão em todos os lugares. Por isso, a lei de mudança climática aprovada no Congresso tem escrita a seguinte sandice: diz que as metas são voluntárias. Alguém já viu uma lei que estabelece que aquilo que legislou é voluntário? Se está na lei, é lei.
A participação brasileira ganhou musculatura quando o presidente Lula chegou e estabeleceu seu contato direto com os outros chefes de Estado, mas ter ido embora, antes do fim, levando a chefe da delegação, já mostrava como foi sem sentido sua decisão de nomeá-la.
A estratégia político-eleitoral do Planalto era aproveitar a COP e pôr a ministra-candidata em contato com grandes líderes, produzir declarações e imagens para ser usadas na campanha. Em outros eventos está sendo feito isso. Mas numa negociação como essa a decisão foi a mais sem sentido que poderia ter sido tomada. Com o aumento da tensão negociadora, o Brasil foi se apagando na mesa de negociação, em parte porque os especialistas foram afastados e em parte porque ela não tinha condições de chefiar o grupo.
A reunião de Copenhague ficará na História como um momento de insensatez das lideranças do mundo. Em que se desperdiçou uma oportunidade de ousar e construir o futuro. Em que se escolheu uma resposta medíocre diante de um vasto desafio. Para o Brasil, ficou este outro sinal assustador: de que o governo quer usar qualquer momento, mesmo o mais inadequado, para montar palanques para a sua candidata.

domingo, 20 de dezembro de 2009

2010 - Mala petista. Sem alça e rodinha

2010 – Segundo Datafolha, Serra lidera com 37%

Pesquisa Datafolha divulgada na edição deste domingo, 20, da Folha de S.Paulo (que chegou às bancas neste sábado em São Paulo) aponta o governador José Serra (PSDB-SP) (foto) com 37% e a ministra Dilma Rousseff (PT) com 23% das intenções de voto para presidente da República. O deputado federal Ciro Gomes (PSB), um eterno candidato a presidente, aparece com 13% e a senadora Marina Silva (PV), ex-ministra do Meio Ambiente de Lula,com 8%. A escolha oficial dos candidatos pelos partidos ocorrerá somente no ano que vem.
A informação é do G1, o portal de notícias da Globo. De acordo com a notícia, o Datafolha entrevistou 11.429 pessoas em todo o país entre os últimos dias 14 e 18. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. Dez por cento dos entrevistados disseram que não sabem em quem votarão e outros 9% afirmaram que votarão em branco, nulo ou em ninguém.

2010 – Os cenários da disputa

De acordo com o G1, pela pesquisa a diferença entre Serra e Dilma é de 14 pontos nos cenários com e sem Ciro Gomes. No levantamento anterior, de agosto, a diferença variava entre 19 e 25 pontos, de acordo com o cenário em que, em vez de Serra, o candidato do PSDB é o governador de Minas, Aécio Neves, Dilma tem 26%, Ciro, 21%, Aécio, 16% e Marina, 11%. Com Aécio e sem Ciro, Dilma tem 31%, Aécio, 19% e Marina 16%. Nesta quinta, 17, Aécio anunciou que desistiu de disputar a indicação para ser o candidato do PSDB à Presidência.
Na hipótese de segundo turno entre Serra e Dilma, acrescenta a notícia do G1, o governador teria 49% e a ministra, 35%, segundo a pesquisa. Contra Ciro, Serra venceria por 51% a 28%, de acordo com o levantamento. Em um hipotético segundo turno entre Dilma e Ciro, a ministra teria 40% e o deputado, 35%, informou o Datafolha.

2010 – Lula tem aprovação recorde

Segundo ainda a notícia, o Datafolha também apurou o grau de aprovação ao governo Lula, avaliado como ótimo ou bom por 72% dos entrevistados, índice recorde, de acordo com o jornal.
Na pesquisa anterior, em agosto, a aprovação do governo alcançava 67%.

ELF – A arte de presentear

Para quem ainda não decidiu o que comprar para o amigo secreto e deseja uma opção original - para garantir o sucesso do presente -, que tal presentear com uma obra de arte? Neste caso, a dica é visitar a exposição
Arte de Presentear, na Elf, a galeria que fica na passagem Bolonha, 60, em Nazaré. A coletiva inclui pinturas de Décio Soncini e Tadeu Lobato; desenhos de Marinaldo Santos, Marcelo Lobato, Pedro Morbach, Sergio Neiva, Sergio Bastos, dentre outros; xilogravuras de Elieni Tenório; fotografias de Paulo Santos e Paulo Jares.

sábado, 19 de dezembro de 2009

2010 - Engodo eleitoral

2010 – PTB cogita lançar Tião ao governo

Ex-prefeito de Marabá e atual superintendente do Sebrae no Pará, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Tião Miranda (foto) poderá ser o nome escalado pelo PTB para disputar a sucessão da governadora petista Ana Júlia Carepa, em 2010. O que estimularia essa idéia seria a constatação, lastreada em supostas pesquisas de intenção de voto, de que o eleitorado paraense revela-se permeável a um novo nome, além daqueles tradicionalmente cogitados – Jader Barbalho (PMDB), Simão Jatene (PSDB) e Ana Júlia Carepa (PT).
Segundo versão de bastidores, a possibilidade do PTB lançar Tião Miranda ao governo, nas eleições de 2010, começou a ser maturada em uma reunião da bancada do PTB na Assembléia Legislativa, realizada na casa do deputado petebista Júnior Ferrari, com a participação do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu. Além do anfitrião, participaram da reunião os deputados Joaquim Passarinho, líder da bancada, Eduardo Costa e Robgol.
Pela tradição de fisiologismo da legenda, soa inevitável a ilação de que a idéia de lançar Tião Miranda ao governo seria um factóide, para cacifar o o PTB diante da perspectiva da barganha eleitoral.

2010 – Bengston, o sanguessuga, volta à cena

Aos participantes da reunião na casa de Júnior Ferrari se somou ainda o ex-deputado federal do PTB Josué Bengston (foto), que assim voltou à cena política, após ter renunciado ao mandato e desistido de disputar a reeleição na esteira do escândalo da máfia dos sanguessugas, um esquema de venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras. Bengston é também pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, suspeita de valer-se da mercantilização da fé para pavimentar a prosperidade de seus líderes e da qual é fundador no Pará.
Bengston é acusado dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação, pelos quais pode ser condenado a até 29 anos de prisão e multa. Segundo o Ministério Público Federal, Bengston fazia parte do comando político da organização criminosa, “encarregando-se da elaboração de emendas orçamentárias que acabaram por destinar vultosos recursos públicos federais em proveito do esquema”.
Ele tem como parceiro político habitual o deputado estadual Martinho Carmona, ex-PSDB, ex-PDT e atualmente PMDB, que é também pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular. Carmona é tido como um parlamentar de perfil marcadamente fisiológico e de parco apreço à ética.

2010 – O laço invisível de Jefferson com Belém

O PTB, recorde-se, tem como presidente nacional o ex-deputado federal Roberto Jefferson (foto), um corrupto confesso, cujo mandato foi cassado na esteira do mensalão, o esquema de compra de votos – com dinheiro público – dos parlamentares alinhados com o governo Lula. Coube a Jefferson, também beneficiário do esquema, revelar nacionalmente a tramóia, comandada pelo ex-deputado federal petista Zé Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do presidente Lula e também cassado, a exemplo de Jefferson.
Ao que consta, pelo menos até algum tempo atrás Roberto Jefferson mantinha um laço invisível com Belém. Seu filho, Robertinho, embora residindo no Rio de Janeiro, figurava na folha de pagamento da Belemtur, a companhia de turismo de Belém, com um salário mensal de R$ 3.600,00. O nefasto prefeito de Belém, convém lembrar, é do PTB, cujo presidente nacional é justamente Roberto Jefferson.

ALEPA – Márcio Miranda desmente notícia

Por e-mail, e também por telefone, o deputado Márcio Miranda (foto), líder do DEM na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, nega, categoricamente, ter pretendido furar a fila do elevador do Palácio Cabanagem, alegando sua condição de parlamentar, conforme revelou este blog. Se no e-mail foi glacial, no contato por telefone Márcio Miranda, que é médico e coronel da Polícia Militar, ratificou a descrição que dele faz a maioria dos deputados da Assembléia Legislativa do Pará, que descrevem o líder do DEM como uma pessoa habitualmente afável.
No e-mail, que abaixo transcrevo, Márcio Miranda é enfático:

“Barata,

“Gostaria de dizer que o fato descrito não é verdadeiro. Essa situação jamais ocorreu. Os ascensoristas da Casa sabem que eu pouco uso os elevadores.
“Inclusive, preconizo o uso das escadas. Esse tipo de atitude descrita não condiz com o meu modo de agir.
“Estou à sua disposição para dirimir qualquer dúvida quanto a este assunto e gostaria de saber como surgiu o comentário.”

Na conversa por telefone, educadamente e sem qualquer vestígio da empáfia habitualmente exibida pela maioria dos deputados, quando à distância de seus eleitores, Márcio Miranda reiterou não ter protagonizado o incidente. “Não é da minha natureza esse tipo de postura”, acentuou o líder do DEM, que afirma, enfaticamente, que até cedeu sua vez, para duas senhoras, e aguardou o retorno do elevador, para então seguir para o seu destino. E arrematou sugerindo uma acareação com a fonte da informação.

ALEPA – Blog endossa suas fontes

Diante da versão oferecida pelo deputado Márcio Miranda, e concedendo, por uma questão de princípio, o benefício da dúvida ao líder do DEM, o blog retomou contato com duas de suas fontes na Assembléia Legislativa do Pará. Ambas fidedignas, condição sedimentada na prática, que é efetivamente o critério da verdade, e não porque assim eu queira.
Ambas as fontes - sem intimidade entre si, diga-se - ratificaram peremptoriamente o relato feito pelo blog. E o blog, obviamente, confia em ambas, servidores de carreira da Alepa e sem qualquer vínculo político-partidário. E que, de resto, não convivem, nem jamais trabalharam, com o líder do DEM. E com ele também não mantêm nenhum tipo de contencioso e/ou animosidade.

JOGO ABERTO – Na pauta, o abandono de Belém

O abandono ao qual se encontra relegada Belém, na gestão do prefeito Duciomar Costa (PTB), Dudu, O Nefasto, monopoliza a pauta deste sábado do programa Jogo Aberto, transmitido das 2 às 4 horas da tarde, na Rádio Tabajara FM 106.1. O programa pode ser acompanhado pelo rádio, celular e internet, nesta pelo endereço eletrônico www.radiotabajara.com.br .
Problemas como a inépcia administrativa, o caos na saúde e o sucateamento da educação deverão ser debatidos por representantes de entidades municipais. Foram convidados, e confirmaram presença, segundo a rádio, a presidente da Associação dos Auditores Fiscais de Belém (Afisb), Ana Lydia Corrêa; o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde), Luis Menezes; o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepp), Mateus Ferreira; e a diretora da Associação dos Servidores da Funpapa (Asfunpapa), Josyane Quemel.

ELF – Vale a pena conferir!

Neste Natal, você tem a oportunidade de
presentear com arte. Opções não faltam.
Para todos os bolsos e gostos.
Basta ir à Elf, a galeria de arte que
está em novo endereço: passagem
Bolonha, 60, entre a avenida
Governador José Malcher e a rua Boaventura
da Silva. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

CENSURA – A tentação totalitária

IMPRENSA – Filho de Sarney desiste da censura

O empresário Fernando Sarney (na foto, à esq., com o pai, José Sarney, à dir.) anunciou nesta sexta-feira (18/12) sua desistência da ação que movia contra o jornal O Estado de S.Paulo, por acreditar que sua decisão foi mal interpretada. Segundo ele, o propósito não era o de restringir a liberdade de expressão. Fernando encaminhou a desistência à Justiça de Brasília.
A informação é do site Comunique-se (http://www.comunique-se.com.br/), em matéria integralmente transcrita pelo blog.

Fernando Sarney desiste de ação contra O Estado de S.Paulo

Da Redação

O empresário Fernando Sarney anunciou nesta sexta-feira (18/12) sua desistência da ação que movia contra o jornal O Estado de S.Paulo, por acreditar que sua decisão foi mal interpretada. Segundo ele, o propósito não era o de restringir a liberdade de expressão. Fernando encaminhou a desistência à Justiça de Brasília.
“Infelizmente este meu gesto individual de cidadão teve, independente de minha vontade, interpretação equívoca de restringir a liberdade de imprensa, o que jamais poderia ser meu objetivo”, escreveu em carta encaminhada à Associação Nacional dos Jornais (ANJ).
A ação impediu por 140 dias que o jornal publicasse informações sobre a Operação Faktor, conhecida por Boi Barrica, que investiga Fernando, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro, remessa ilegal de divisas no exterior e tráfico de influência.
O Estadão classificou o impedimento como censura e apresentou cinco recursos contra a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que em julho impôs a restrição ao veículo.
Na última semana, um pedido de liminar do Estadão contra a decisão do desembargador foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal se baseou no fim da lei de imprensa, que não permite censura prévia. O STF não acatou o pedido e não julgou o mérito da questão. A decisão foi altamente critica por várias entidades da imprensa e até mesmo por juristas.

Leia a nota:

Nota à Imprensa

“Encaminhei à Justiça de Brasília desistência da ação que movo contra o Jornal O Estado de São Paulo.
“A ação foi necessária para defesa de meus direitos individuais protegidos pela Constituição e sob tutela do segredo de Justiça, reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal. Infelizmente este meu gesto individual de cidadão teve, independente de minha vontade, interpretação equívoca de restringir a liberdade de imprensa, o que jamais poderia ser meu objetivo. Para reafirmar esta minha convicção e jamais restar qualquer dúvida sobre ela, resolvi tomar esta atitude, considerando que a Liberdade de Imprensa é um patrimônio da democracia e que jamais tive desejo de fazer qualquer censura a seu exercício.

“Fernando Sarney

“São Luis, 18 de dezembro, 2009"

ALEPA – Empréstimo de Ana Júlia só em 2010

Ficou para o retorno do recesso parlamentar, em 2010, a votação pela Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, o empréstimo de R$ 366 milhões junto ao BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, pretendido pelo governo Ana Júlia Carepa.
A decisão frustrou o desejo do Palácio dos Despachos, que tinha pressa na tramitação da matéria.

ALEPA – Fica em 18% a margem de remanejamento

Nem os 3% pretendidos pelo deputado Parsifal Pontes, líder do PMDB, nem os 25% almejados pelo governo petista de Ana Júlia Carepa. No orçamento para 2010 do Estado, aprovado pela Assembléia Legislativa nesta sexta-feira, 18, ficou definida em 18% a margem de remanejamento livre de verbas do orçamento pelo Executivo, sem que este dependa de autorização do Legislativo.
“Trata-se de um avanço significativo, um marco que restabelece um saudável equilíbrio na relação entre dois poderes, o Executivo e o Legislativo, que devem e precisam ser efetivamente independentes entre si”, comentou o deputado João Salame (PPS). O parlamentar sublinhou ainda, como evidência desse “saudável equilíbrio”, a versão final do orçamento deixar o Palácio Cabanagem incorporando mais de 700 emendas parlamentares.

ALEPA – Guerreiro e Passarinho acuam Simone

Presidente da Comissão de Finanças da Alepa, a deputada Simone Morgado (PMDB) acabou acuada nesta sexta-feira, 18, pelos deputados Gabriel Guerreiro e Joaquim Passarinho, respectivamente, líderes do PV e do PTB, de acordo com o relato de uma fonte do Palácio Cabanagem Os dois parlamentares questionaram como emendas à proposta do orçamento do Estado para 2010, rejeitadas na Comissão de Finanças, ressurgiram incorporadas na versão que chegou ao plenário.
No relato dessa fonte, o deputado Gabriel Guerreiro, um parlamentar reconhecidamente competente e consensualmente respeitado, com amplo domínio sobre o regimento interno da Alepa, foi soberbo em seus questionamentos.

ALEPA – O mise-en-scène de Parsifal

Líder do PMDB na Alepa, o deputado Parsifal Pontes foi à tribuna, onde protagonizou o que mais sabe fazer, mis-em-scène, a propósito do limite de 18% a margem de remanejamento livre de verbas do orçamento pelo Executivo. Parsifal, recorde-se, pretendia reduzir a minguados 3% a margem de remanejamento livre de verbas do orçamento.
“O rei está nu!”, bradou, em virtual estado de excitação emocional,ao comentar a versão final do orçamento do Estado para 2010. O que não chega a surpreender, em quem se permite entoar cânticos de guerra no leito conjugal, de finalidades bem mais prazerosas, conforme já relatou, em seu blog.
Parsifal Pontes, recorde-se, é aquele mesmo que nas eleições de 1994 foi filmado achincalhando o ex-governador Jader Barbalho, ao qual acusava de corrupto. O mesmo Jader Barbalho, do qual foi candidato a vice-governador nas eleições de 1998, quando já havia migrado para o PMDB.

PODER - Script da corrupção eleitoral

ALEPA – A audácia dos bandidos engravatados

A audácia dos bandidos engravatados da Alepa não conhece limites.
Após ser mais uma vez ameaçada de agressão física em telefonemas anônimos, pelo simples fato de se opor a indecorosa versão do Plano de Cargos e Salários, uma respeitada servidora de carreira da Assembléia Legislativa do Pará decidiu acionar a Justiça para obter autorização para que seja feita escuta telefônica capaz de levar aos autores da ignominiosa tentativa de coação.

ALEPA – Rumores sobre nova maracutaia

Segundo versão que varre o Palácio Cabanagem, uma das cabeças coroadas da casta que comanda a burocracia na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, acaba de ganhar um senhor presente de Natal.
A ilustre personagem, figurinha carimbada no lobby que tenta viabilizar a indecorosa versão do Plano de Cargos e Salários da Alepa, teria conseguido agregar ao seu vencimento-base uma respeitável soma, a título de gratificação, sem dispor de tempo de serviço para tanto.
A conferir.

UFPA – A expectativa sobre a investigação da PF

A expectativa maior, a propósito da apuração do imbróglio que determinou a anulação da primeira fase do PSS, o Processo Seletivo Seriado 2010, não reside na sindicância interna da UFPA, a Universidade Federal do Pará. A expectativa maior se dá em relação a investigação promovida pela Polícia Federal.
Essa, pelo menos, é a versão de uma fonte da própria reitoria.

IMPRENSA - Universal perde mais uma ação

Em mais um processo movido contra a Folha de S. Paulo, a Igreja Universal do Reino de Deus terá que recorrer de decisão do juiz Anderson Cortez Mendez, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgou improcedente ação de indenização movida contra o jornal e o colunista Fernando Barros e Silva. A Universal questiona o artigo “Fé do Bilhão”, publicado em 17 de dezembro de 2007, que, segundo ela, tem “cunho tendencioso e ostensivo”, além de estar “eivado de inverdades”.
A notícia é do site Comunique-se (www.comunique-se.com.br), de acordo com o qual o juiz entendeu que “não há que se falar em lesão à honra”. Para ele, a Universal “teve um notável desenvolvimento empresarial desde a sua formação, que somado a diversificada rede de negócios empreendidos, provoca grande interesse da mídia”.
A Folha argumentou que o texto “consiste em exercício da liberdade de expressão do pensamento e da opinião, não havendo qualquer abuso ou ilegalidade”. O colunista, segundo o jornal, deu sua opinião sobre os fatos apontados pela jornalista Elvira Lobato na reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, alvo de mais de 100 ações.
A repórter, como acentua a notícia do Comunique-se, revelou que a Igreja Universal, além de controlar 23 emissoras de TV e 40 de rádio, mantinha 19 empresas registradas em nome de seus membros, entre elas, dois jornais diários, duas gráficas, uma agência de turismo, quatro empresas de participações, uma imobiliária, uma empresa de seguro saúde e uma de táxi aéreo.
A Universal terá que pagar as despesas processuais e os honorários advocatícios, acrescenta a notícia do Comunique-se.

IMPRENSA – A censura togada

Pinço do site Comunique-se (www.comunique-se.com.br) o artigo de Eugênio Bucci sobre os perigos que embute a recorrente inclinação da Justiça em se arvorar ao papel de censor. Uma tendência da qual é exemplo a decisão que impede O Estado de S. Paulo de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investiga atividades do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.

Os juízes vão editar os jornais?

Eugênio Bucci *

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inadequado e arquivou o pedido deste jornal para que fosse extinta a censura prévia que sobre ele se vem abatendo há vários meses. Os fundamentos da decisão apontam para razões formais, processuais, mas seu efeito de mérito é inequívoco: O Estado de S. Paulo segue impedido de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investiga atividades do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.
Estamos diante de uma ironia trágica. O jornal foi castigado não por ter agido com irresponsabilidade, mas por ter cumprido o seu dever. O excelente trabalho dos repórteres Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, que, no primeiro semestre, revelou os atos secretos do Senado, entre outras irregularidades, recebeu, no início de dezembro, o Prêmio Esso de 2009, mas antes, no dia 31 de julho, mereceu outro tipo de reconhecimento, este macabro: a censura prévia por via judicial. Na prática, a despeito de justificativas processuais, foi essa violência que o Supremo corroborou.
De repente, a sociedade viu-se atirada a um constrangimento quase indescritível. Durante o julgamento do pedido do Estado, o presidente do STF, Gilmar Mendes, comparou o caso ao episódio da Escola Base, de 1994, quando uma pequena escola, do Bairro da Aclimação, em São Paulo, foi vítima de um inquérito policial conduzido de forma espalhafatosa pelo delegado encarregado, gerando uma avalanche de notícias sensacionalistas que arruinaram a reputação dos donos da instituição.
Em sua edição de 11 de dezembro, este jornal reproduziu as palavras de Mendes: "Se tivesse havido naquele caso uma intervenção judicial, infelizmente não houve, que tivesse impedido aquele delegado, mancomunado com órgão de imprensa, de divulgar aquele fato, aquela estrutura toda escolar e familiar teria sido preservada. E não foi."
A analogia é perversa. Ela vem sugerir que o mal da imprensa no Brasil é a falta de tutela; estivessem os juízes mobilizados para impor censuras prévias a granel e os erros jornalísticos não mais aconteceriam. Poucas vezes uma inversão de valores foi tão longe na nossa Corte Suprema. Esqueceu-se o presidente do STF de que, durante a ditadura militar, as arbitrariedades praticadas pelas autoridades policiais não eram sequer noticiadas, e nem por isso famílias deixaram de ser destroçadas pela truculência. Não foi por excesso de reportagens, mas exatamente por escassez, que a tirania encontrou espaços para se impor sobre o País. A imprensa não agrava, mas previne o arbítrio, ainda que cometa erros - como efetivamente cometeu no caso da Escola Base.
Agora, estamos à mercê da mentalidade equivocada que foi expressa por Gilmar Mendes. Se generalizada, ela pode nos abrir um cenário sufocante, como bem alertou, em artigo publicado ontem nesta mesma página, Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Estado: "Instituições de diversas naturezas demandarão o Judiciário para impedir a realização de reportagens que julguem, por mera presunção, incômodas - e a sociedade jamais poderá comprovar. Corruptores e corrompidos, governantes que não cumprem metas, organizações que desrespeitam a lei, o meio ambiente e os consumidores: todos terão a chance de encontrar no Judiciário o escudo para esconder da fiscalização do público o que poderia vir a ser de elevado interesse para todos. E quem poderá dizer em que casos a cautela antecipada não se transformará em impunidade pré-adquirida? Os juizados se verão abarrotados de demandas baseadas na imaginação do que pode vir a acontecer, e não em fatos concretos. A edição final passará pelos juízes, um desvio bárbaro no método e no tempo. Ruim para as duas atividades, péssimo para as mínimas chances de transparência e debate públicos."
Para complicar o cenário, alguns, em apoio à intromissão de juízes nos afazeres da imprensa, alegam que a investigação sobre as operações de Fernando Sarney tramitam em sigilo de Justiça e, por isso, não podem ser objeto do noticiário. Nada mais enganoso. A sociedade não pode ficar refém daquilo que os Poderes de Estado consideram ou não consideram sigiloso. Bem ao contrário, a democracia precisa da imprensa justamente porque ela é a única instituição capaz de tornar públicas as decisões que o poder gostaria de tomar às escondidas. Pense bem o leitor: para que uma sociedade precisa de jornais livres senão para revelar segredos? O que é uma notícia senão um segredo revelado? Eis aí o núcleo da missão da imprensa: investigar e fiscalizar o poder, informando o cidadão. Sem isso não há segurança democrática.
Guardar o sigilo de Justiça é função dos juízes. A função da imprensa é descobri-lo e, a partir daí, considerar a necessidade de publicá-lo. Em liberdade. A posteriori, e apenas a posteriori, ela poderá ser responsabilizada, aí sim, na Justiça, pelos excessos em que vier a incorrer.
Não custa lembrar que em momento algum as reportagens do Estado "premiadas" com a mordaça invadiram a intimidade familiar de quem quer que fosse. Elas apenas trataram de assuntos de clamoroso interesse público, apenas levaram ao cidadão aquilo que é seu direito conhecer. A prevalecer a decisão que se vem mantendo até aqui, o Judiciário não está protegendo privacidades. Talvez de forma inadvertida, está simplesmente amparando interesses privados que guardam vínculos mal explicados com o poder público.
Agora, resta torcer para que, nos lances do processo que ainda estão por vir, os princípios democráticos sejam repostos. Assim como jornalistas, juízes também erram. Assim como jornalistas, que saibam se corrigir.

* Jornalista e professor da ECA-USP - Artigo publicado na edição de 17/12/09 de o Estado de S. Paulo e reproduzido pelo site Comunique-se.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ALEPA – Aula de cidadania para o líder do DEM 1

Um senhor, de idade já crepuscular, mas consciente de seus direitos, ofereceu na manhã desta quinta-feira, 17, um belo e comovente exemplo de exercício de cidadania a todos nós, eleitores e contribuintes, no Palácio Cabanagem, a sede da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará.
O senhor, exibindo o crachá de visitante, como outros tantos aguardava na fila o elevador. Quando este desceu, o ascensorista avisou que o elevador só comportava mais três pessoas. Na fila, mas não na vez, diante do limite de pessoas comportadas pelo elevador, o deputado Márcio Miranda (foto), líder do DEM, vociferou ter prioridade, alegando sua condição de parlamentar.
Foi quando entrou em cena o anônimo senhor, de idade crepuscular, mas cioso de seus direitos como cidadão que cumpre com suas obrigações e ajuda a manter, como contribuinte, o aparelho estatal. Em alto e bom som, e visivelmente indignado, o respeitável cidadão reagiu de imediato, questionando Márcio Miranda sobre qual lei supostamente amparava o privilégio ao qual se atribuía o líder do DEM na Alepa.

ALEPA – Aula de cidadania para o líder do DEM 2

“O senhor devia era intervir para acabar com essa pouca vergonha e garantir assistência técnica decente a esses elevadores, ou mandar instalar elevadores compatíveis com as necessidades do prédio”, fulminou o idoso, dirigindo-se ao deputado Márcio Miranda.
Lívido e desconcertado, o líder do DEM permaneceu silente. Aparvalhado, desistiu de reivindicar o privilégio que pretendeu se atribuir, pela simples condição de parlamentar.
Só faltou, mesmo, foi o deputado Márcio Miranda agradecer, ao idoso senhor, a bela e comovente aula de exercício de cidadania. Ministrada gratuitamente, sem nenhum ônus para o erário.

ALEPA – O amor é lindo

Há quem diga que as posições são ridículas, o prazer fugaz e o preço frequentemente exorbitante. Mas que o amor é lindo, lá isso é.
A deputada Simone Morgado (PMDB) não esperou por ninguém e nesta quinta-feira, 17, tomou para si a defesa do deputado federal Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, cujo desempenho no seu segundo mandato como governador, de 1991 a 1994, foi questionado pelo deputado Carlos Bordalo (PT). Na quarta-feira, 16, Bordalo criticou acidamente o desempenho de Barbalho no seu segundo mandato como governador, ao cotejar os índices de então com aqueles supostamente exibidos pelo desastrado governo da petista Ana Júlia Carepa.
Simone Morgado foi impiedosa em sua intervenção. Na qual, naturalmente, somou suas conveniências políticas ao destemor que só as mulheres apaixonadas são capazes de exibir.

PODER - O logro institucionalizado

UFPA – Sindicância se arrasta em ritmo lento

Não evoluiu significativamente a sindicância interna da UFPA, a Universidade Federal do Pará, destinada a apurar o imbróglio que determinou a anulação da primeira fase do PSS, o Processo Seletivo Seriado 2010. Esta, pelo menos, é a versão oferecida por uma fonte da própria UFPA, com acesso privilegiado aos gabinetes muito próximos ao do novo reitor, professor Carlos Maneschy (foto).
Segundo essa fonte, de mais objetivo só foi apurado, até aqui, que um dos integrantes da banca encarregada de elaborar a prova de geografia, professor Ednaldo Duarte, admitiu que clonou algumas questões de um teste do cursinho Universo. “Ele admite que copiou algumas questões, mas não o vazamento da prova”, assinala a fonte.

UFPA – O benefício da dúvida

Ainda de acordo com a fonte ouvida pelo blog, outro nome posto a priori sob suspeita, por ter um sobrinho participando do PSS, afirma, peremptoriamente, que desconhecia o fato. A fonte afirma desconhecer a identidade completa desse servidor e adianta apenas que seu nome é Firmino.
A versão oferecida por essa fonte sublinha que, em princípio, esse servidor, posto a priori sob suspeita, é contemplado com o benefício da dúvida. “Não há como deixar de contemplá-lo com o princípio da inocência presumida”, pondera a fonte.

UFPA – Versão inocenta a banca examinadora

No relato que ofereceu ao blog, essa fonte assinala também que, pelo menos até agora, inexiste qualquer indício capaz de comprometer irremediavelmente os professores que integram a banca responsável pela elaboração da prova de geografia, estopim do imbróglio que provocou a anulação da primeira fase do PSS 2010. A banca foi constituída pelos professores João Márcio, presidente, Ednaldo Duarte, secretário, e Giovanne, revisor.
Intramuros, circula insistentemente a versão – embora sem provas documentais e/ou testemunhais - de acordo com a qual o professor João Márcio, presidente da banca, supostamente manteria vínculos com o cursinho Universo, de cujo teste foram copiadas algumas questões da prova de geografia, um plágio que levou à anulação da primeira fase do PSS 2010. “Trata-se de mera especulação, sem qualquer amparo em fatos, ou sequer em indícios”, reforça a fonte, observando que essa mesma banca foi a responsável pela elaboração da prova de geografia nos últimos três anos, sem despertar nenhuma suspeita que viesse a minar sua credibilidade.

ALEPA – G-8 pode vir a ser o fiel da balança

É de inocultável excitação a atmosfera entre os integrantes do G-8, a bancada suprapartidária e assumidamente fisiológica da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará. Os deputados que formam o G-8 vislumbram a possibilidade do grupo vir a ser o fiel da balança na votação em plenário da proposta de Orçamento Geral do Estado, caso PMDB e PSDB mantenham-se irredutíveis nos reparos feitos à proposição.
Em seu relatório, na Comissão de Finanças da Alepa, a deputada Simone Morgado (PMDB) (foto) simplesmente implodiu a proposta do Orçamento Geral do Estado, pelo menos nos termos desejados pelo Palácio dos Despachos. A proposta do governo Ana Júlia Carepa deixou a Comissão de Finanças com 701 emendas, de acordo com o Diário do Pará, o jornal do grupo de comunicação da família do ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, com o qual Simone Morgado mantém um caliente e rumoroso romance.

ALEPA – A amarga derrota de Ana Júlia

A despeito da intensa mobilização promovida pelo Palácio dos Despachos, reforçada pelo mutirão persuasivo da bancada do PT, o relatório de Simone Morgado foi aprovado por seis votos, contra quatro dos deputados que votaram alinhados com o governo. A aprovação representou um amargo tropeço para o governo, diante do qual é previsível que a governadora petista Ana Júlia Carepa articule-se, na base do toma-lá-dá-cá fisiológico, para preservar incólume as proposições de seu interesse.
Além da própria Simone Morgado, a qual coube relatar a proposta, votaram a favor do relatório da parlamentar peemedebista os deputados Ana Cunha (PSDB); Júnior Hage (PR); Manoel Pioneiro (PSDB); Parsifal Pontes, líder do PMDB; e Suleima Pegado (PSDB). Contra o relatório votaram os deputados Airton Faleiro (PT), líder do governo; Carlos Bordalo (PT); Gabriel Guerreiro, líder do PV; e Júnior Ferrari (PTB).

ALEPA – Simone detona com a proposta

Na definição de um dos deputados da Alepa, o relatório de Simone Morgado “desidrata politicamente” a proposta de orçamento para 2010 do Palácio dos Despachos. Nem mesmo a apaixonada defesa da proposta feita pelo líder do PV, deputado Gabriel Guerreiro, um parlamentar consensualmente respeitado entre seus pares, foi capaz de minar a convicção dos deputados do PMDB e PSDB.
Foram suprimidos artifícios que, na leitura de parcela dos parlamentares da Alepa, visariam privilegiar a candidato à Câmara Federal de Cláudio Alberto Castelo Branco Puty, o iracundo chefe da Casa Civil, que é também o desastrado coordenador político da governadora Ana Júlia Carepa.

DESGOVERNO – As lambanças dos petralhas

Acabou frustrada a assistente social que tentou fazer um encaminhamento para o CRAS do Comércio, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social. Ao telefonar para o CRAS, a assistente social foi atendida por um segurança, a quem coube explicar que não havia ninguém para tratar do assunto, porque os servidores do centro participavam de uma confraternização natalina. Em pleno horário de expediente.
Nada mais emblemático do desapreço pela eficiência da gestão pública que tanto notabiliza o desgoverno petista de Ana Júlia Carepa.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

TUCANAGEM - Quanto riso, oh!, quanta alegria!

(Fotomontagem de uma colaboradora
anônima do blog.)

2010 – Seis por meia dúzia

Trocar seis por meia dúzia. Em um primeiro momento, esta parece ser a opção oferecida ao eleitorado paraense, diante do cenário agora posto, ainda que à espera de uma melhor definição. Candidata natural à reeleição, a governadora petista Ana Júlia Carepa já tem um adversário objetivo, que é o ex-governador tucano Simão Robison Jatene (foto), que neste último domingo, 13, foi ungido, ainda que informalmente, candidato a um segundo mandato pelo PSDB.
A dúvida, agora, é saber qual o movimento do ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará e cuja sagacidade política volta a fazer dele um eleitor privilegiado, a exemplo do que ocorreu em 2006. A ironia é que, ainda em passado recente, PSDB e PT malsinaram até a exaustão o ex-governador peemedebista, mas agora correm atrás dele, sôfrega e desesperadamente.

2010 – A corte a Jader Barbalho

A exemplo dos petistas alinhados com o governo Ana Júlia Carepa, também os tucanos fazem a corte a Jader Barbalho. Justamente a Jader Barbalho, a quem petistas e tucanos satanizaram até o limite da exaustão, enquanto lhes foi conveniente assim fazer!
Na corte de petistas e tucanos a Jader Barbalho, só falta mesmo é uma trilha sonora. Quem sabe com o sucesso “Você não vale nada”, da banda Calcinha Preta, cujos versos, diante do atual contexto, soam até a piada pronta, face a vassalagem da tucanalha e dos petralhas, em contraste com o passado recente: “Você não vale nada,/ Mas eu gosto de você!/ Você não vale nada,/ Mas eu gosto de você!/ Tudo que eu queria/ era saber porquê?!?/ Tudo que eu queria/ era saber porquê?!?”

2010 – A esperança petista

A despeito do que sugerem as evidencias, uma respeitada liderança petista se manifesta convicta que é muito cedo para dar como descartada a recomposição da coligação que em 2006 elegeu governadora Ana Júlia Carepa. Essa liderança, diga-se, não tem nenhuma identificação com a DS, a Democracia Socialista, a facção interna do PT, minoritária nacionalmente e no Pará, mas que comanda a máquina administrativa estadual porque dela faz parte a governadora.
Essa mesma fonte não explicita, mas sugere acreditar que Jader Barbalho possa ser sensibilizado com a garantia de um tratamento diferenciado ao PMDB no loteamento político da máquina administrativa. Uma possibilidade que inevitavelmente remete ao chiste célebre, cunhado pelo saudoso jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, de acordo com o qual o dinheiro compra tudo, até o amor verdadeiro.

2010 – O sujo e o mal lavado

Existe diferença entre petralhas que compõem a entourage de Ana Júlia Carepa e a tucanalha que vem a reboque de Simão Robison Jatene? Se existe, ela é de grau, mas não de nível. Inexiste, de ambas as partes, um efetivo compromisso com a eficiência da gestão pública. A tucanalha leva a vantagem de dispor de mais intimidade com os meandros da máquina administrativa. A petralhada, sem o know-how da tucanalha, deixa frequentemente suas digitais nas lambanças protagonizadas.
Ao fim e ao cabo, constata-se que, no tiroteio entre a tucanalha e os petralhas, nos defrontamos com o sujo falando do mal lavado. Os petralhas são inocultavelmente ineptos. E a tucanalha é constituída por quadros capazes – de qualquer ignomínia.

2010 – Especulações de bastidores

Sob uma atmosfera propícia a especulações, sucedem-se as versões. O denominador comum costuma ser o suposto aval de Jader Barbalho (foto). O apoio do ex-governador, líder inconteste do PMDB no Pará e a mais longeva liderança política do Estado, é disputado como virgem em casa de tolerância. Só não é dito qual o dote oferecido a tão irresistível donzela
Entre os petistas corre com a rapidez de fogo em rastilho de pólvora a versão segundo a qual o Palácio dos Despachos já teria garantido o apoio de Jader Barbalho, em um acordo cujo fiador político seria o próprio Palácio do Planalto, diante da parca credibilidade de Ana Júlia Carepa. Para tanto, estariam sendo repactuados os termos da aliança política celebrada entre o PMDB e o PT em 2006, que tornou possível a vitória de Ana Júlia Carepa sobre o ex-governador tucano Almir Gabriel.
Entre os tucanos circula, insistentemente, outra versão, de acordo com a qual PMDB e PSDB lançariam candidatos próprios, reservando a aliança entre as duas legendas para o segundo turno. Esse acordo teria sido selado, segundo a versão que circula nos bastidores tucanos, antes mesmo do ex-governador Simão Jatene ser ungido, informalmente, o candidato do PSDB ao governo em 2010. Ainda de acordo com essa mesma versão, teria cabido a Jader Barbalho persuadir o senador tucano Mário Couto a abdicar da pretensão de disputar a indicação com Simão Jatene.
Essa suposta intervenção de Jader Barbalho não é inverossímil. Afinal, sem o aval do ex-governador peemedebista, Mário Couto não teria conseguido manter seus prepostos em cargos vitais na Assembléia Legislativa, em troca do apoio ao deputado Domingos Juvenil (PMDB), seu sucessor como presidente da Assembléia Legislativa.